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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

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10 de Fevereiro, 2020

Vamos ver as auroras? - Parte 1

Vera Gomes

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Estava na lista há 20 anos. Nunca tinha feito esta viagem porque sinceramente, implicava abrir os cordões à bolsa. E ou porque não podia financeiramente ou porque podia mas não queria gastar tanto dinheiro fui adiando… até que, por uma série de circunstâncias da vida, não quis adiar mais aquilo que sempre desejei! E pronto, a saga começou! E como prometido, depois das inúmeras perguntas que me fizeram no Instagram durante a viagem, deixarei aqui no blog uma série de posts sobre a viagem.

Começemos pelo mais básico:

 

  • Escolher o local

 

É possível ver auroras em muitos locais: Alaska, Islância, Noruega, Suécia, Finlândia, Sibéria… Basicamente quanto mais próximo do pólo norte, maiores as hipóteses de ver auroras boreais.

Na nossa pesquisa estavam três hipóteses em cima da mesa: Islândia; Noruega; Finlândia. Mas depois de alguma pesquisa… acabamos por ir para a Suécia. Isto porque Islândia a probabilidade de não haver nuvens era muito reduzida; Noruega, Tromso que é dos sítios mais concorridos e mais baratos para se verem, tem muita poluição luminosa; Finlândia porque chegarmos até onde queríamos era um pincel do caraças.

Nas nossas pesquisas descobrimos Abisko, um parque nacional no norte da Suécia, com uma particularidade: microclima! Microclima este que garante uma maior probabilidade de noites de céu limpo.

Sim… isto das auroras é um jogo de probabilidades!

 

  • Quando ir?

Escolhido o sítio a grande questão que se colocava era: quando? A época das auroras vai de Outubro a Março, inclusive. Pensamos ir pela Passagem de Ano, para rapidamente descartar essa hipótese. Primeiro porque TODA a gente quer ir nessa altura. Segundo porque não há um minuto que seja de luz do sol. Escurinho 24 sobre 24 horas. Enquanto começamos a apontar baterias para fim de Janeiro, principio Fevereiro. Menos gente, quiçá voos mais baratos, e pelo menos umas 5 horas de luz. Esta foi a nossa escolha. Certo é que na altura da mudança de estação (Dezembro e Março) por norma há maior actividade geomagnética e com isso… maiores probabilidade de terem auroras dignas de registro.

 

  • Viagem organizada ou cada um à sua sorte?

Nos dias que correm, escolha é coisa que não falta. Há quem compre voos, reserve hotel alugue carro e aventure-se. Há quem marque tudinho por uma agência. Nós fizemos um misto. Para a estadia em Abisko e as saídas noturnas para caçar auroras, escolhemos uma agência local (Lights over Lapland). O resto da viagem marcamos nós mesmos.

Porquê Lights over Lapland? Bom, porque gostamos das opções que tinham, dos preços, do acompanhamento. Desde o transfer do aeroporto de Kiruna no primeiro dia até ao transfer no dia de regresso, não tivemos que nos preocupar com mais nada. Hotel, refeições, guias, equipamento fotográfico (apesar de eu ter levado a minha máquina fotográfica), etc. estava tudo organizado. E eu bem que precisava de ter uns dias com pessoas a tomar decisões por mim…

 

No próximo post a grande questão: como aguentar temperaturas previstas abaixo dos -20 graus....

 

 

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