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Tira a pilha e....

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Como já devem ter percebido pelo Facebook ou o Instagram do Escadinhas, esta semana ando a recarregar baterias com sol, mar e areia à mistura. Este ano tem sido intenso, mesmo muito intenso, sobretudo a nível profissional. Como sou uma pulga irriquieta, é normal. Mas o corpinho e o neurónio chegam a um ponto em que o máximo que se querem preocupar é: já é hora de estar ao sol? Está na hora de virar? 

 

É nestas alturas também que aproveito para pôr leituras em dia. Embora, confesse, desta vez, os dois primeiros dias foram mesmo para longas sestas entre meia dúzia de páginas lidas. Normalmente meço o cansaço pelas horas de sono e de sestas que tenho ao longo dos dias. A adrelanina é por vezes muito boa a esconder o cansaço (evidente). Confesso que este Dolce Fare Niente me sabe pela vida, porque assim que me meter no avião de regresso, chega a hora de pegar em tudo o que ficou pendurado mais aquilo que se acumulou e voltar à luta. 

 

Gostava de dizer que a minha vida é tão simples e fácil quanto parece e creio que nem aqueles que me são próximos têm noção do quão exigente é. Um sorriso nos lábios torna tudo mais fácil e quando se tem paixão pelo que se faz... bom... quem corre por gosto não cansa, não é? 

 

P.S.: e para aqueles que perguntaram: sim, tomo inumossupressores e sim podemos apanhar sol desde que com os devidos cuidados. Costumo dizer que são os mesmos que os de um bebé: protector solar com fartura, exposição ao sol só nas horas de menor calor e em doses reduzidas. O resto do tempo debaixo do guarda-sol, à sombra e com vista para o mar! ;)

 

 

Que dizem? Conto convosco?

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No próximo Domingo, estarei an Feira do Livro a partir das 17h30, no stand da Guerra & Paz a dar autografos a quem quiser um autografo meu. Confesso que é um bocado estranho eu estar a dar autografos, porque na verdade, a "heroína" não sou eu. Heróis são todos aqueles que estão desse lado a ler o que escrevo; todos aqueles que vivem com uma Doença Inflamatória do Intestino em silêncio; todos aqueles que me aturam, nos aturam, nos momentos mais díficeis. 

 

Por isso, tenho um desafio: e se me dessem um autógrafo no Domingo? 

 

Terei comigo um exemplar do livro que tem o meu nome da capa. Mas o que quero mesmo, é que esse livro tenha o vosso nome: dos que têm uma doença; dos que não têm nenhuma doença; dos que ajudam outros que têm doenças; o nome dos que têm empatia por outros. 

 

Afinal, estamos todos juntos no mesmo barco. Estamos todos no mesmo barco. Queremos todo um futuro melhor! 

 

Que dizem: Dão-me também um autógrafo no Domingo?

Como fazer para tornar o desejo de ir à praia uma realidade?

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Em Portugal, apesar de tudo, existe uma rede de wc’s públicos num grande número de parques públicos (antes que contestem, aviso já que é mais do que existe na Bélgica, que são ZERO). Contudo, nas praias a coisa muda de figura. Wc’s públicos são raros, a não ser os wc’s dos bares de praia, que muitas vezes limitam o seu uso aos seus clientes que consomem nas suas instalações.

 

Ora, obviamente que isto aumenta o número de idas à água para libertar as águas estagnadas no reservatório situado no baixo ventre, também conhecido por “aquecer a água”; “ligar o esquentador”, “mudar a água ao bacalhau” e… fazer xixi! A coisa piora, contudo, quando está em causa o número 2, o super conhecido cocó, ou quando se tem aquela cólica tramada que anuncia desgraça intestinal.

 

 

Pratiquem o "Que Se Foda!"

Ame sempre o próximo! (15).png

 

O lema da Ângela, que gentilmente partilhou no livro "conViver com as Doenças Inflamatórias do Intestino", não saiu da minha cabeça todo o fim de semana. Fui fazer voluntariado pela primeira vez desde a minha última crise. Dois turnos de 4 horas cada. Em pé. E isto para mim com os meus problemas mais recentes nas articulações é dar tiros no próprio pé. Além claro, de toda a gestão da tripa, porque não dá para estar a desaparecer para ir ao wc. 

 

No momento em que escrevo este post, já dormi uma sesta de mais de uma hora, tenho comprimidos SOS no bucho para gerir as dores nas articulações, a tripa portou-se divinalmente e como gente grande! O corpo está cheio de dores, mas a alma está tão cheia que a vontade que dá é de dizer, alto e bom som: "que se foda!". Assim como assim, teria dores na mesma (talvez menos intensas) se estivesse ficado em casa. Mas eu fui! Eu vivi! Conheci pessoas, conheci cientistas, artistas, curiosos. Vi coisas que de outra forma não iria conhecer! A minha vida ficou mais rica depois deste esforço!

 

A Ângela diz e muito bem, que é ela que tem a doença, não a doença que a tem a ela. E para mim isto faz todo o sentido. Eu tenho a doença, e tenho uma vida e tenho sonhos e ambições. Não sou refém da minha doença! Recuso-me a sê-lo! Sou muito mais do que a doença! Sou tanto mais! Mesmo que depois tenha que fazer repouso, descanso, engolir mais uns comprimidos SOS, ter mais atenção ao que como para não irritar a Rainha Senhora Dona Tripa, QUE SE FODA!: eu vou viver na mesma! Não vou ficar presa em casa, refém de uma doença que tem tanto de cabra como de injusta!

 

Quando vocês acordarem, tiverem uma vontade imensa de fazer algo, não deixem que a doença seja o vosso muro. Pensem nas palavras da Ângela, digam em voz alta enquanto encolhem os ombros "QUE SE FODA!" e saiam de casa! Vivam a vida, experimentem coisas novas, lutem pelos vossos sonhos e sobretudo, não deixem que nada vos impeça de serem felizes! 

 

 

 

No Dia Mundial da Terra,: água, papel higiénico e bidés! 6 dicas para idas ao wc mais ecológicas!

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Hoje é o Dia Mundial da Terra, aquele em que desde 1970 se tenta sensibilizar para alguns cuidados acrescidos para tomarmos conta do nosso planeta. Afinal de conta, é o único em que há chocolate, por isso há que estimá-lo bem! 

 

Para assinalar o dia, e sendo eu uma cagona mor aqui na vizinhança, decidi escrever este post sobre aquilo que conheço melhor: papel higiénico, casas de banho e a pegada ambiental de tanta ida ao wc. Apertem os cintos que isto pode ser longo...

 

Ora, mais do que nunca estamos despertos para as consequências da acção humana no ambiente e no ecossistema e para as alterações climáticas. É certo que pequenos gestos podem ter um impacto significativo e as idas à casa de banho são apenas um exemplo.  Há já umas semanas que ando a investigar o assunto por mera curiosidade. Não descobri estatísticas especificas para Portugal (Instituto Nacional de Estatística, aqui fica a dica), mas descobri para outros países e por isso irei partilhar algumas convosco, porque não quero que vos falte nada. 

 

Ora muito bem, o problema do papel higiénico é que além das arvores que são cortadas para serem usadas no seu fabrico, também implica um grande consumo de água. Exemplo: nos Estados Unidos são usados anualmente 36.5 biliões de rolos de papel higiénico o que corresponde a 15 milhões de árvores. Isto envolve cerca de 1.792.723.703.255 litros de água e 253.000 toneladas de cloro para branqueamento. Depois há que juntar a isto a electricidade para a produção (17,3 terawatts/ ano) e ainda a energia e materiais para a embalagem e transporte até às lojas. (Ufa! até estou exausta só de escrever estes números todos). 

 

Ou seja, para produzir 1 singelo rolo de papel higiénico gastamos cerca de: 140 litros de água; 1.3 kilowatt/ hora de electricidade e cerca de 6,8 kg de madeira. 

 

Há quem defenda que os bidés são uma boa alternativa ao papel higiénico, não só em termos ambientes mas inclusive se pensarmos na higiene. Segundo os dados que encontrei, a quantidade de água que um bidé usa é trivial quando comparada com a do papel higiénico. Para um bidé, digamos, dentro da média dos bidés, usa-se cerca de meio litro de água. (Não sei quem fez os calculos, mas olhando para o bidé que está ali no wc diria que gasta um bocadinho mais do que meio litro de água). Alguém mande este post ao Raminhos já que ele é super fã de bidés!

 

Em contrapartida, se pensarmos no consumo de água de cada vez que abrimos o autoclismo, percebemos que usamos cerca de 15 litros de água para uma descarga só para mandar o papel higiénico cano abaixo (ok ok... é papel higiénico e algo mais :P). Se uma pessoa for, em média 8 vezes ao wc por dia, entre número 1 e número 2, estamos a gastar, em média e contas assim por alto, cerca de... 120 litros de água SÓ para mandar sanita abaixo!

 

A malta com uma DII bate recordes de consumo de água e de papel higiénico.... Uma DII, além de tudo o resto, não é eco-friendly...

 

O que podemos então fazer para minorizar o nosso impacto nas idas ao wc? Ficam aqui umas dicas:

1) Reduzam o uso de papel higiénico ou usem bidé;

 

2) Metam umas garrafas cheias de água dentro do autoclismo. Reduzem o volume te água disponivel no reservatório e ainda poupam uns trocos na conta da água;

 

3) Sabem quando abrimos o chuveiro e ficamos à espera que saia água quente? Pois usem uns baldes para recolher essa água e usem-na para mandar as coisas sanita abaixo;

 

4) Sabem aquela coisa irritante de carregar no botão de autoclismo e a água ficar sempre a correr? Pois: evitem isso e caso detectem uma fuga de água consertem de imediato o autoclismo e/ ou a canalização. 

 

5) Existe já tecnologia disponível de "low-flush toilets" ou seja, sistemas que usam menos água. Se estiverem a pensar em remodelar a vossa casa de banho, tenham em consideração esta hipótese.

 

6) Idas nocturnas ao WC dispensam que puzem o autoclismo. Fecham o tampo da sanita e façam uma descarga única de manhã. O ambiente agradece e os restantes habitantes do lar (e quiçá vizinhos) agradecem. Ah! E lembrem-se: quanto menos puxarem o autoclismo, menos pagam de consumo de água!

 

Se tiverem mais dicas para tornar as idas ao wc mais ecológicas, é favor deixar nos comentários! Ideias são bem vindas! 

 

 

Este post é para quem tem uma DII!!!

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Pessoal com uma Doença Inflamatória do Intestino:

 

a plataforma Doença de Crohn/Colite Portugal está a organizar um workshop sobre protecção laboral nas DII em Lisboa e no Porto, no dia 2 e 9 de Março, respectivamente. 

 

Os interessados deverão fazer a inscrição e seguir as instruções que estão indicadas nesta página

 

Se quiserem ficar a par das novidades e actividades desta plataforma, basta subscreverem a newsletter inserindo o vosso email ao fundo da página Doença Crohn/ Colite Portugal. 

 

 

Se querem que o dia S. Valentim se repita, é seguir as instruções!

 

Se não seguem a página no Facebook MessyCow shame on you! É uma página de cartoons, imensamente gira (pelo menos para quem tem o mesmo sentido de humor que nem todos gostam do amarelo, não é?) e fez uns cartoons que são extremamente úteis, sobretudo para quem como eu, sofre de uma maleita que nos faz ter um sistema de propulsão integrado. Agora que o Dia de S. Valentim de aproxima, é importante garantir que para o ano haverá mais. Por isso, a MessyCow fez um manual de instruções sobre "Como Peidar", com prós e contras, para que possam escolher qual a abordagem que querem adoptar.  Ora vejam?

 

 

 

 

É certo que pressinto que a vossa abordagem dependerá no ponto em que estão na vossa relação. Certo? Qual a bordagem que escolhem?

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