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Oh pá: foi tão tão bom!

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Ora, como tinha escrito no Escadinhas , ontem estive estar na Feira do Livro supostamente a dar autógrafos. Mas por razões que para mim são óbvias, achei que quem tem que dar autógrafos são aqueles que permanecem no anonimato e na sobra, enquanto doentes enquanto cuidadores, enquanto amigos, enquanto... pessoas! E lá estive eu com o meu exemplar pronto a receber autógrafos! 

 

Confesso que só li o que escreveram, conhecidos e desconhecidos, no avião a caminho dos meus pais, que passaram um dia sozinho das tão prometidas férias. E sorri. A alma encheu-se com o carinho e as palavras de encorajamento que tinha nas páginas iniciais. Vocês são absolutamente fantásticos!

 

Houve Amigos, daqueles que se escrevem com A, que também estiveram comigo. Fizeram-me rir, deram-me a mão e abraços de conforto, fizeram-me sentir que nunca estou só! Obrigada!!!!

 

Agora... agora é tempo de descansar uns dias, carregar a bateria e depois voltar à luta! À rotina, aos projectos actuais, aos novos projectos! :) 

 

Que dizem? Conto convosco?

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No próximo Domingo, estarei an Feira do Livro a partir das 17h30, no stand da Guerra & Paz a dar autografos a quem quiser um autografo meu. Confesso que é um bocado estranho eu estar a dar autografos, porque na verdade, a "heroína" não sou eu. Heróis são todos aqueles que estão desse lado a ler o que escrevo; todos aqueles que vivem com uma Doença Inflamatória do Intestino em silêncio; todos aqueles que me aturam, nos aturam, nos momentos mais díficeis. 

 

Por isso, tenho um desafio: e se me dessem um autógrafo no Domingo? 

 

Terei comigo um exemplar do livro que tem o meu nome da capa. Mas o que quero mesmo, é que esse livro tenha o vosso nome: dos que têm uma doença; dos que não têm nenhuma doença; dos que ajudam outros que têm doenças; o nome dos que têm empatia por outros. 

 

Afinal, estamos todos juntos no mesmo barco. Estamos todos no mesmo barco. Queremos todo um futuro melhor! 

 

Que dizem: Dão-me também um autógrafo no Domingo?

Dizem que estou a envelhecer...

Segundo o meu cartão de cidadão celebrei 36 voltas ao Sol no passado Sábado. Eu cá acho que esta viagem, mesmo com altos e baixos, tem sido digna de registo. Percebi finalmente aquela coisa que a idade é um estado de espírito e um número no papel: fiz 36 mas sinto-me como se tivesse acabado de fazer 30 (ai a festa que foi quanfo fiz 30!). Sendo assim, e depois de muita indecisão, escolhi a foto abaixo como a foto oficial dos 36.

 

Bertrand, se estás a aí, isto é para ti!

Numa curta aparição por terras lusas, fui abastecer-me de literatura em português para os próximos tempos. Desta vez, fui à Bertrand no Norteshopping. Como tinha uma lista de livros abordei uma funcionária, que infelizmente não me lembro o nome. Bertrand: façam o que fizerem, não a percam! Esta rapariga nos seus vinte e poucos anos, óculos de massa preta e tatuagens num braço é uma verdadeira entusiasta de livros. Ouvi-a a falar com outros clientes e depois enquanto me atendia, e a rapariga irradia uma paixão por livros contagiante! E sempre sempre com uma atitude bastante postiva para o cliente, dispoível para todas as perguntas, por mais idiotas que fossem, e para com base em leituras anteriores, perceber o estilo de livro que o cliente gosta e de imedito fazer recomendações e revirar a loja se preciso para responder às necessidades do cliente. 

 

Infelizmente, não há muita gente assim: que tem a sorte de trabalhar na sua paixão e que tem disponibilidade para ouvir o outro e dar o seu melhor para o fazer feliz. Eu sai da livraria carregada de livros. Mais não trouxe porque só viajava com bagagem de mão e não dava mais. 

 

Bertrand, se me estás a ouvir, eu não sei o nome da rapariga, mas estima-a bem! Porque tenho a certeza que funcionários como ele encontrarás muito poucos!

 

Se entretanto alguém passar por lá, cruzar-se com ela e descobrir o nome, partilhem. Terei todo o gosto em incluir o nome dela no post. 

Dá trabalho ser mulher

 

Dá trabalho ser mulher. Dá trabalho ser o que os outros esperam de nós e não aquilo que queremos ser. Dá trabalho ter força, inspiração, coragem, alegria genuína, vontade, e repetir todos os dias. Dá trabalho dizer não e exigir respeito. Dá trabalho não mendigar amor. Dá trabalho cuidar e gostar [mesmo muito] de nós. Dá trabalho fazer escolhas e tomar decisões. Dá trabalho ser diferente, ignorar quem não sabe, e viver bem com isso. Dá trabalho 'brilhar'. Dá trabalho ter luz própria e nunca deixar que se apague. Dá trabalho ser mãe. Dá trabalho não ser mãe e explicar essa escolha, ou essa não-escolha. Dá trabalho ser filha, querer colo e voltar a ser pequenina. Dá trabalho educar. Dá trabalho proteger. Dá trabalho receber. Dá trabalho crescer. Dá trabalho acreditar. Dá trabalho saber esperar pelo tempo certo das coisas. Dá trabalho ter paciência. Dá trabalho o entendimento das coisas. Dá trabalho ceder. Dá trabalho confiar. Dá trabalho estar sempre bem. Dá trabalho estar sempre mal. Dá trabalho amar. Dá trabalho permanecer. Dá trabalho gostar-sem-mas. Dá trabalho renunciar. Dá trabalho desapegar. Dá trabalho desculpar, e ainda mais perdoar. Dá trabalho querer bem, praticar o bem, acreditar que o resto vem. Dá trabalho explicar o que só nós entendemos. Dá trabalho atravessar caminhos para alcançar o que buscamos. Dá trabalho fazer travessias no mais íntimo de nós e ainda ter coragem de nos abraçar. Dá trabalho ser mulher. E ser bem resolvida, e descomplicada, e cabeça arejada, e coração forte, e vontade limpa, e mesmo partida, ser inteira. Dá trabalho ser mulher. E dá trabalho aprender que sendo hoje tudo o que somos, amanhã seremos sempre mais do que aquilo que algum dia fomos.

 

de sofia castro fernandes

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