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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

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12 de Julho, 2016

Porque motivo eu faço meditação

Vera Gomes

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Há uns anos atrás, ainda eu trabalhava em Portugal, andava constantemente sob grande stress por causa da minha vida profissional. Sentia-me esgotada, com um cérebro num molho de bróculos, tinha dias que olhava para o computador e não via nada. Diziam-me (e ainda dizem que) que sou ansiosa, stressada, acelerada e mais coisas que praticamente significam o mesmo, apesar de agora me sentir bem mais relaxada e calma.

 

Lembro-me que li algures, não faço ideia onde porque a idade não perdoa, um artigo sobre meditação e apps e sites onde poderiamos fazer meditação guiada. Na altura não liguei muito, mas coloquei uma app no meu telemóvel. Às vezes, quando tinha mais dificuldades em me concentrar lá fazia 2 ou 5 minutos de meditação guiada e sentia-me como se tivesse feito um reiniciar ao neurónio.

 

Quando vim para Bruxelas comecei a ter dificuldades em dormir e claro os níveis de stress também aumentaram com toda as mudanças e novidades inerentes a novo

trabalho, nova cidade, novo país, novas línguas. Recomecei a utilizar a minha aplicação maravilhosa com maior frequência. A qualidade do sono aumentou. A capacidade de concentraçao também e no geral, sentia-me melhor.

 

Entretanto, e por complicações de saúde que surgiram entretanto, o médico "receitou" gestão e controlo de stress. Uma actividade qualquer para fazer com regularidade qualquer, que aliado aos tratamentos, me pudesse ajudar na recuperação. Uma amiga falou-me de um Centro Tibetano perto de casa onde à noite, alguns dias por semana, praticam meditação aberto à comunidade. Bom, não vou dizer que sou a pessoa mais regular, mas comecei a tentar passar por lá. E de facto ajuda. Há dias que os pensamentos são incontroláveis (um pouco como na imagem), outros dias que conseguido que acalmem, reconhecer que eles existem e estão ali e continuar focada (sim, meditaçao não é deixar de pensar ao não pensar em nada ao contrário do que muita gente pensa). Não há dois dias iguais. Tenho dias que a coisa corre muito bem e saio de lá molinha e calminha como se tivesse tomado uns 20 Xanax. Tenho outros dias que saio de lá cheia de energia e com tanta pica como se tivesse snifado uns 5kgs de cocaína.

 

O importante é praticar e a verdade é que sinto que me faz bem. Ainda continuo a usar a minha aplicação maravilhosa e em conversa com colegas comecei a conhecer outras e ainda tenho algumas para experimentar. Estou tão fã da meditação que durante o período de Verão em que o Centro Tibetano onde costumo ir encerra, irei tentar manter 1 hora semanal de meditação, mas em casa.

 

Porque me lembrei de partilhar a minha experiência com meditação? Porque li um artigo sobre uma artista Pranita Kocharekar  que sofre de ansiedade e decidiu fazer ilustrações para tentar explicar aos não ansiosos como a mente dos ansiosos funciona. A imagem que ilustra este post é dela. Consigo identificar-me com quase todas elas. O objectivo desta artista é que as pessoas reconheçam que ansiedade existe, que não estão sozinhas e que isso faça com que lidem melhor com a condição que padecem. Por isso começou o projecto #AcknowledgeAnxiety que podem ver aqui.