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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

01 de Maio, 2018

Perdidos em traduções? Jamais! - o momento "dasss!... houve uma vez" da nossa viagem!

Vera Gomes

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Quem vai seguindo o blog nas redes sociais já percebeu que ando em viagem na Tailândia. Hoje chegamos a Lampang, uma pequena vila perto de Chiang Mai, para onde iremos amanhã. Ficamos num hotel fofinho e muito querido chamado Lampang River Lodge com uma pequeno senão: fica a cerca de 15kms do centro. Tendo em conta que este pequeno pedaço de paraíso fica no meio do nada, só se consegue sair daqui e ver uma réstia de civilização de carro. 

 

Assim sendo, pedimos um táxi e fomos ao mercado local. Não é muito grande, mas é cheio de luz e vida como qualquer mercado de rua na Tailândia que temos visto até agora. Esfomeados, porque hoje não conseguimos almoçar, atacamos uma melancia deliciosa enquanto andavamos às voltas a tentar escolher o jantar. Optamos por umas asas

de frango grelhadas.

 

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Foram só assim as melhores e mais saborosas asas de frango que alguma vez comi. E onde comemos? Sentados na berma de uma rua, no meio do mercado, enquanto uns vendedores locais olhavam para nós e riam entre sussurros. 

 

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De estômago satisfeito e alma cheia, começamos a pôr pés a caminho para encontrar um supermercado para comprar água e um táxi para regressar ao hotel. Depressa percebemos que tinhamos um problema: não pela água, mas pela total ausência de táxis. Começamos a andar enquanto tentavamos ver um sitio para comprar água. Depois de perto de uma hora a andar, resolvemos comprar água, assistimos a um caso de violência doméstica (em que ninguém mexeu uma palha enquanto o homem puxava os cabelos da mulher e lhe dava com um cotovelo na cara perante a minha indignação, que infelizmente não adiantou de nada porque ninguém percebia inglês), e resolvemos caminhar na direcção do terminal de autocarros. Os pés já começavam a estranhar a caminhada, quando vimos um centro comercial, tal e qual como um em Portugal. Pensamos: aqui deve haver táxis! Errado. Não havia. Perguntei a uma rapariga, que não falava inglês, que só me dizia 'no' à palavra táxi. 

 

A pensar no nosso plano inicial do terminal de autocarro enquanto caminhavamos, a rapariga agarrou-me num braço e fez-me sinal que me levava onde queria ir. Com linguagem gestual expliquei-lhe que não estava só. Ela encolheu os ombros e fez sinal para irmos com ela.

 

Depois de alguma confusão e muitos telemóveis à mistura para explicar o hotel onde estavamos, lá nos pusemos a caminho. Numa scooter; três pessoas e zero capacetes durante 10kms de autoestrada tailandesa. Eu no meio, a segurar o telemovel de forma a que ela conseguisse ver as indicações no Google Maps, o Mais que Tudo atrás a tentar não cair da scooter. 

 

Foi esta alma caridosa que nem sequer sabemos o nome, que fez da nossa viagem até agora, um momento completamente inesquecível. Uma daqueles histórias para contar aos netos, que segundo um amigo meu (sim Quintuto, nunca me esqueci da nossa conversa há 17 anos atrás), começam por "Fod*-se! houve uma vez...."

 

Qual o momento "fod*-se! Houve uma vez...!" que tiveram nas vossas viagens?

 

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