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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

06 de Janeiro, 2020

"Pensava que a minha vida era uma tragédia, mas percebi agora que é uma comédia"

Vera Gomes

 

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Foi o primeiro filme do ano e sem sombra de dúvida que foi uma excelente escolha. Joker é para mim um sério candidato aos Óscares e espero que Joaquin Phoenix ganhe o Óscar de Melhor Actor porque teve uma interpretação brilhante.

 

Para mim, foi impossível não fazer uma analogia entre o filme e o que se passa em Portugal e no mundo. O caos em que estamos um pouco por toda a parte, de todas as formas possíveis. Em Portugal, são cortes aqui e ali em prol de um excedente orçamental que deixa muitos desamparados e sem apoios, entregues à sua sorte e que acaba por penhorar o futuro de todos nós. É o rancor e o ódio crescentes contra todos sem excepção (basta ver o brutal espancamento de um rapaz de 21 anos em Bragança…); a deturpação de mensagens em prol de agendas muito específicas e que não agoiram nada de bom; a crescente onda de violência (professores e médicos agredidos nas últimas semanas). No fundo é quase como se o bom senso deixasse de existir e todos fossemos pilhas de rastilho curto que explodem ao menor contratempo. A acrescentar a isto, uma possibilidade forte de guerra no Médio Oriente e a Austrália que arde perante a impassividade de muitos…

 

Voltando ao filme, é claro que o Arthur (ou Joker) mostra ainda um lado muito negro das doenças mentais, da falta de reconhecimento por todos nós do grave problema que é criando estigmas e preconceito onde deveria existir compreensão e ajuda. A certa altura Arthur escreve no diário: “a pior parte de ter uma doença mental é que toda a gente espera que tu te comportes como se não a tivesses”.

 

Há uma frase brutal que Arthur escreve no seu diário e que mostra praticamente no início do filme que para mim foi um murro no estômago: “espero que a minha morte faça mais cêntimos do que a minha vida”. E pergunto-me quantos estão desse lado ou próximos de nós que vivem com este sentimento preso na garganta…

 

 

 

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