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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

01 de Agosto, 2016

Os Cadernos de Dom Rigoberto

Vera Gomes

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Terminei-o este fim de semana e acabei de descobrir que deveria ter lido primeiro o Elogio da Madrasta. Mesmo assim, Mário Vargas Llosa não desilude e escreve um livro que entre considerações do Dom Rigoberto, da Lucrécia e do Fonchito, consegue transportar-nos para um mundo suis generis como só o Mário consegue criar. Admirio bastante a técnica que usa várias vezes: escrever trejos de histórias paralelas que nas últimas páginas do livro se ligam e encaixam na perfeição.

 

Partilho uma das partes que me fez dobrar o cantinho da páginas e mais abaixo podem ler a sinopse do livro.

 

Tenho o feiticismo dos nomes, e o teu enleva-me e enlouquece-me. Rigoberto! É viril, é elegante, é brônzeo, é italiano. Quando o pronuncio, em voz baixa, corre-me uma cobrazinha pelas costas e gelam-se-me os calcanhares rosados que Deus (ou, se preferes, a Natureza, descrente) me deu. Rigoberto! Ridente cascata de águas transparentes. Rigoberto! Amarela alegria de pintassilgo a celebrar o sol. Onde estiveres, estou eu. Quietinha e apaixonada, eu aí.

 

Mario Vargas Llosa ao criar em Os Cadernos de Dom Rigoberto um mundo de erotismo, sensualidade, desejo e paixão, transporta o leitor para todo um universo de sonho ousado e arrojado, criado pela imaginação fértil de um reservado corretor de seguros. Um livro que é a apologia perfeita do amor em estado puro.