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O dia em que comecei com o imunossupressor...

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... Lembro-me como se fosse ontem. Nos tempos idos de Outubro de 2016, tinha estado internada depois de percebermos que o Infliximab (remicade) não estava a funcionar como seria suposto. Durante o internamento aumentamos a dosagem do Remicade para 4 vezes mais a dose usual, corticoides na veia durante o internamento diariamente (e em comprimidos quando voltei a casa). 

 

No dia em que sai do internamento, o médico ligou-me estava eu a caminho de casa. "Quinta-feira vens ver-me ao hospital". Passado uns dias lá fui ao encontro do médico. Sozinha. Começou por me explicar que a minha Colite era tramada e manhosa e muito agressiva. Que tinhamos que montar todo um cocktail para a controlar e evitar que a inflamação continuasse a instalar-se na tripa. Por isso iriamos juntar ao cocktail (pentasa, medrol, remicade, 2

probioticos, 1 suplemento vitaminico, zinco, calcilio e vitamina d) mais uma droga: um imunossupressor chamado Imuran. 

 

Ok, pensei eu, eu quero é voltar à minha vida. E eis que o médico me começou a listar TODOS, mas mesmo TODOS os efeitos secundários com probabilidades estatisticas de ocorrência. O homem ainda ia a meio da lista e eu já me sentia zonza e extremamente arrependida por ter ido sozinha à consulta. O Mais que Tudo acompanhava-me sempre nas consultas mais importantes, mas nesse dia tinha-lhe "não, não vale a pena! Deve ser só por causa do internamento e como sai sem o ver, o médico quer ver-me!". Erro crasso. Mesmo. Ouvir aqueles possíveis efeitos secundários é extremamente assustador. Fica-se com a sensação que se não morro da doença, morro da cura.

 

Dia 1 de Novembro de 2016 tomei o meu primeiro comprimido de Imuran (azatioprina).

 

Mais uma vacinas para tomar, cuidados acrescidos (como lavar/ desinfectar as mãos com frequência; evitar espaços fechados com muita gente - ou usar mascara nesses sitios - tipo transportes públicos apilhados ou concertos; evitar contacto com pessoas doentes com algo contagioso, tipo gripe); visitas semanais ao hospital para análises ao sangue e médico que depois foram espaçando para quinzenais, mensais, bimensais, etc. O imuran demora 3 meses até fazer todo o seu efeito e por isso o controlo apertado para ter a certeza que não haveriam efeitos secundários, nem uma queda demasiado acentuada dos glóbulos brancos. 

 

Só usei a máscara (na foto a primeira que usei) em situações muito especificos: transportes públicos; concertos (sim, fui a concertos e ao cinema de máscara); salas de reuniões, aviões. Hoje ainda continuo a lavar ou desinfectar as mãos com regularidade e a evitar pessoas doentes, mas já não uso máscara. 

 

Hoje, continuo apenas com o Imuran e o Infliximabe mas em doses mais reduzidas do que aquelas com que estive durante mais de um ano. A Colite Ulcerosa continua adormecida, o corpo continua a ressentir-te da gravidade da última crise, mas voltei a ter a minha vida. Efeitos secundários? Aqueles da lista deveras assustadora? Até agora: nenhum!

 

E desse lado? Como receberam a notícia que teriam que tomar imunossupressores?

 

 

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