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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

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Museu de África: o que não podem deixar de ver!

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Quando cheguei a Bruxelas, o Museu de Áfria estava fechado para obras. E assim permaneceu até recentemente. O Museu não fica propriamente no centro, embora haja um eléctrico (o 44) que para praticamente à porta. É certo que este Museu tem estado envolto em polémica por causa do passado colonialista da Bélgica. Há quem diga que a Bélgica deva restituir o espólio às suas origens, há quem diga nem pensar porque ou não se sabe a quem entregar o espólio ou porque não serão capazes de preservar as obras (sinceramente, os argumentos para não devolver as obras

são tão bons como uma peneira para tapar o sol). 

 

Polémicas à parte, e porque a sobrinha do mais Que Tudo (e por isso minha sobrinha também) é etiope, decidimos ir com ela ao Museu de África e conhecer e dar-lhe a conhecer um bocadinho mais sobre o continente que ela só conhece das viagens de família às suas origens. 

 

O Museu fica num prédio construído de propósito em finais do século XIX e concluído no ínicio do século XX, como sendo o Palácio Colonial, numa altura em que a Bélgica tinha presença na África central. A maior parte do espólio vem da zona dos Grande Lagos (Ruanda-Urundi e Congo). O museu é conhecido pelos seus objectos etnográficos, mas assuas colecções de ciências naturais, arquivos e fotos são igualmente notáveis. 

 

Coisas a não perder no Museu? 

Todo o Museu deve ser visto com calma. Há de facto imensa informação para assimilar e há partes interactivas. Deixo-vos um aperitivo:

 

1) Moseka, o robô sinaleiro

Não, não é uma brincadeira. Em Kinshasa, existem robôs sinaleiros que orientam o trânsito. O Museu tem Moseka, uma mulher-robô que de x em x tempo demonstra como funciona nas ruas da capital do Congo. Moseka tem 2,90 metros de altura, pesa 160 quilos e quando abres oa braços tem uma amplitude de 1,10 metros. Se procurarem no Youtube existem vários videos que mostram como estes robôs funcionam na vida real.

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2) A colecção de história natural

Esta parte devo confessar deixou-me desocnfortável. O Museu tem animais embalsamados, animais dentro de frascos de formol, animais embalsamados a "fingir" situações reais. Confesso que se por um lado achei interessante por outro lado senti-me incomodada por pensar ocmo é que aqueles animais acabaram ali embalsamados. Ficam alguma simagens (suaves):

 

 

 

3) O dente mais antigo do mundo

Ora, o Museu diz que tem o dente mais antigo do mundo em exposição. Não sei se o problema era meu poruqe já estava cansada (a doença não perdoa) ou se é mesmo porque não tem assim taaaaanto lugar de destaque quando merecia. O certo é que me vi à rasca para encontrar o dente, que está sozinho num expositor, ao lado de outras coisas. Mas pronto, senhor e senhoras, o (talvez) molar da Lucy:

 

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4) As estátuas feitas com colheres

Boa noticia: estão na parte exterior do Museu e por isso, mesmo que de fiquem por passear nos jardins envolventes (aque acreditem por si só vale um passeio sobretudo em dias solarengos), podem ver as esculturas feitas por Freddy Timbsa, um congolês, emprestou ao Museu. A instalação chama-se "Centro fechado, sonhos abertos", é em tamanho real e é totalmente feita com... colheres!