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Estrasburgo: a sensação de impotência que se repete

 

Ontem à hora de almoço falava com o meu colega de gabinete que mostrava fotos da Catedral de Estrasburgo, sobre o quão impressionante é a Catedral e quanto eu gosto da cidade. 

 

A seguir ao jantar adormeci no sofá, como é (infelizmente) hábito. Depois de uma soneca e já na hora de ir para a cama, fui buscar o telemóvel e tinha duas SMS a avisar que tinha havido um tiroteio em Estrasburgo. Entrei em stress: uma colega é suposto estar hoje e amanhã em Estrasburgo e não sabia quando ela tinha partido para lá; a mulher de um colega trabalha no Parlamento e por isso está em Estrasburgo; a International Space University por onde passei e tenho ainda contactos e amigos, é em Estrasburgo; uma amiga que mora em Bruxelas costuma ir a Estraburgo para as sessões do Parlamento Europeu que terão (?) lugar hoje e amanhã. 

 

Foi num ver se te avias a mandar mensagens via messenger, twitter, whatsapp como que a fazer prova de vida e ter a certeza que aqueles que conheço estariam bem. Uns ainda em Bruxelas, outros retidos no edíficio do Parlamento outros na Universidade. Enquanto o Mais Que Tudo ressonava alto e bom som, eu estava agarrada ao telemóvel à espera de receber noticias. Não vou negar... tive uma sensação déjà vu com os atentados em Bruxelas em 2016

 

O atirador continua à solta, houve gente que não pregou olho, gente que não conseguiu voltar onde seria suposto, outros que tiveram que se adaptar às circunstâncias e ter uma noite o mais confortável possível. 

 

Os que conheço estão bem. Infelizmente, gente que não conheço estão mortos ou feridos. Não deveria ser assim.... nenhuma cidade no mundo, nenhuma pessoa no mundo deveria passar por uma situação destas. Extremismo não nos leva a lado nenhum. Matar pessoas e gerar o pânico, muito menos. 

 

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