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Como enfrentar mudanças automáticas em 7 passos

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Tive que fazer uma escapadinha a Lisboa e desta vez compensava alugar carro. Nem olhei para trás! Reservei um carro pequeno e 'bora lá. 

 

Quando cheguei ao aeroporto, a horas que para quem vive na Europa central é bué da tarde, mas para alguém no Sul da Europa é ainda o inicio da noite, lá tive uma loonga fila. Basicamente o aeroporto de Lisboa estava a abarrotar e eu a rezar para ter o carro que queria: um Fiat 500. Pequeno, versátil e uma grande ajuda para caber nos parcos lugares de estacionamento que (ainda) existem em Lisboa. 

 

Tive sorte: não só tive um Fiat 500 como tive direito a um cabrio. Pena a previsão do tempo não se coadunar ao

pormenor "cabrio". Quando o senhor me dá o papel do contrato diz: "olhe... o carro é cor de rosa". A minha reacção foi imediata: "Como? Rosa? Como assim rosa? Rosa claro? Rosa choque? Eu sou uma mulher de carros pretos, ou cinzas ou azuis escuros". E na minha cabeça só pensava na publicidade que andaria a fazer à Mary Kay num carro rosa... O simpático senhor lá me respondeu: "É o único Fiat 500 que temos. Se não quiser, peça ao meu colega que lhe vai dar o carro e troque por outro carro disponível."

 

Lá fui eu buscar o carro ao ponto de recolha, num misto de entusiasmo por um cabrio com um toque de assustada com um "rosa" horroroso e perturbador.  Ao chegar ao ponto de recolha, vejo um Fiat 500 cinza escuro a chegar. Lá acenei e corri em direcção ao carro. "Mesmo super eficientes estes tipos", pensei eu. Parei ao lado do carro e disse toda entusiasmada: "ai que bom que o carro é cinzento! O seu colega tentou assustar-me e disse que o carro era rosa!". 

 

O senhor sentado ao volante, abriu um bocadinho o vidro, fez uma pausa dramática, olhou-me nos olhos e disse-me: "Menina, eu tenho um polo vermelho vestido, mas eu não trabalho na Avis!"

 

Foi neste momento em que o chão se abriu, o sangue subiu à face e murmurei: "Ai desculpe!" e desandei dali para fora para ir buscar o carrito que vêem na foto acima. Boas noticias: não é rosa. Mas também não é vermelho nem cor de laranja. É uma espécie de cor de tomate desbotado, mas com a vantagem que se vê bastante bem e à distância nos parques de estacionamento. 

 

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Lá vi o carro, sentei-me ao volante, ajustei o banco, os espelhos, fui para ligar o carro e.... dasss! Mudanças automáticas! E até poderia estar tudo ok, não fosse a primeira vez que conduziria um carro com mudanças automáticas... Bom... uma pessoa lá respira fundo, afinal de contas é um Fiat 500 cabrio a preço de saldo, enche o peito de ar e expira "Há uma primeira vez para tudo! Isto não deve ser assim tão dificil!". E começa a preparar-se:

 

1. Primeiro passo: Tirar uma foto à caixa de mudanças e mandar para o Mais que Tudo. De seguida, escrever no google "Mudanças automáticas letras". 

2. Não entrar em pânico quando as letras na caixa de mudanças do carro não correspondem na totalidade aos resultados de pesquisa do Google nem ao facto de pela diferença horária o Mais Que Tudo estar já a dormir e não responder às mensagens. 

3. Respirar fundo e tentar dar uma voltinha ao duas ao parque antes de sair para "descobrir" as funcionalidades. 

4. Afinal, não há motivo para pânico. É como um carrinho de choque, mas sem a parte do choque. 

5. Quando forem meter uma mudança a entrar na 2ª Circular, lembrem-se: a) o carro tem mudanças automáticas; b) o travão não é a embraiagem; 3) os santos estão todos do teu lado quando estacas no meio da estrada e ninguém te bate por trás. 

6. Mantém uma velocidade estável e entra num parque de estacionamento amplo para dar mais umas voltinhas para compreenderes a coisa. 

7. Lembra-te que não estás num carro com mudanças automáticas quando no dia seguinte a entregares o carro, conduzes um com mudanças manuais. 

 

 

Desse lado: o que preferem: automáticas ou manuais? Algumas vez conduziram com mudanças automáticas? Como correu?

 

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