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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Atire a primeira pedra quem nunca fez o mesmo!

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Ontem ao final do dia e quando o calor o permitia, fomos levar o cão à rua, dar uma voltinha a pé. O cão areja a pevide e a malta desmói um bocado o facto de ter passado parte do dia em casa refugiados das temperaturas agrestes. Período de férias aliado a fim de semana, significa ruas desertas e um silêncio que parece que vivo numa vila do interior alentejano em vez de uma capital europeia. 

 

A certa altura comecei a sentir "aquela" cólica. Um silêncio para instrospecção e perceber o que aí viria. Mais uns passos e percebe-se que está tudo ok: é só ar. E por isso, afastei-me do Mais Que Tudo e do Nano e abri comporta

para soltar os prisioneiros. Que alívio! Sabem aqueles priosioneiros que saem e a vossa barriga desincha, o alivio é tão grande que até fazem um "aaaahhhh" de satisfação"? Foi mesmo isso que se passou!

 

Eis que paro para esperar pelos meus acompanhantes para atravessar a rua. Do outro lado da passadeira está um senhor, com um ar esgaseado a olhar para mim. Com aquele ar, era demais por evidente que ele ouviu t-u-d-i-n-h-o incluindo a minha interjeição de alivio.

 

Não dei parte fraca. Respirei fundo, fiz de conta que nada aconteceu e comecei atravessar a rua. E aí não houve volta a dar. A cada passo que dava saia um prisioneiro, impossível de controlar, e consigo a Orquestra Filarmónica de Oliveira de Cima, que tocava como se as sua vida dependesse disso. "Peidando e andando", foi claramente uma sonata escrita por um peido mestre que se tornou na mais ruidosa e sonora sinfonia de sempre. 

 

A dignidade que ainda restava estava débil e encarecidamente de um buraquinho para se enfiar. Aí não há mais nada a fazer! É olhar nos olhos do individuo com olhar reprovador, sorrir e continuar a andar, na esperança que os prisioneiros fiquem sossegaditos e que esperem até o rabo estar em casa para serem evacuados!

 

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