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5 razões pelas quais me lembrarei 2018 para sempre

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2018 foi um ano inesquecível. Foi um ano em que não parei 1 segundo, que conheci novas cidades, novas pessoas e comecei projectos que são muito maiores do que eu. Confesso que não sei como o corpinho aguentou tanta viagem, tanta canseira, e tanta ida ao hospital sem fechar para obras. Mas aguentou-se! E eu tive um ano espctacular! Senão vejamos:

 

 

1) Países/ Cidades novas

Confesso que 2018 foi provavelmente até agora o ano em que viajei mais. Entre viagens pessoais, profissionais e pela luta das DII, não fiquei mais de um mês e meio na Bélgica (onde more) sem ter que apanhar um avião ou um comboio para fora. 

Muitos dos sitios onde fui, foram novos: Barcelona, Colorado Springs, Singapura, Tailândia, Atenas, Sicília, Milão, Marselha. Outros foram sitios que revisitei: Lisboa, Porto (contam também, certo?), Alqueva, Paris, Bremen. 

 

2) Lancei uma petição

Janeiro 2018 começou com unir forças com a Ângela e lançar uma petição à Assembleia da República para melhorar as condições de vida de mais de 20 mil portugueses que têm uma doença inflamatória do intestino (DII) . A petição foi submetida em Abril aos serviços do Parlamento e hoje aguarda discussão na sessão de Plenário, que deverá ocorrer no primeiro semestre de 2019. Foi por causa da petição que o meu número de viagens a Portugal durante 2018 aumentou consideravelmente quando comparado com anos anteriores. Isto deveu-se a reuniões com grupos parlamentares, com o Ministro e Secretário de Estado da Saúde, com a Comissão Parlamentar de Saúde. 

Foi também por causa da petição, que sai dos bastidores e comecei a dar a cara na imprensa pela causa. Sim, sou aquela que disse em horário nobre para mais de 3 milhões de portugueses que usei fraldas e fiz muito cocó pelas pernas. Vale cada sílaba se isso ajudar a que se fique mais perto de conseguir garantias de dignidade aos doentes. 

 

3) Lancei um livro

Porra, se há coisa que nunca pensei é que o meu primeiro livro fosse sobre cocó. Nem pensei que ao fim de umas semanas chegasse a 2ª edição. Mas escrevi, publiquei e lancei com a ajuda de uma editora fantástica (obrigada Guerra & Paz), com um apresentador fabuloso (obrigada RAP) e com uma divulgação fantástica. À pala do livro, o Fernando Alvim deixou-me falar sobre cocó, dizer palavrões e contar coisas chocante relacionadas com as DII em directo na rádio, no dia dos meus anos. Foi o melhor aniversário de sempre! Ah! E em 2019 haverá mais novidades em relação ao livro! ;)

 

4) Os amigos novos

2018 trouxe imensas pessoas à minha vida. Felizmente foram muitos os que ficaram (e ficarão para sempre), e são poucos os que não mereçam ficar. Não quero listar o nome de todos os que, mesmo sem me conheceram, me deram a mão ao longo do ano em todas as minhas maluqueiras em prol das DII, porque tenho medo de ser injusta e me esquecer de alguém. Guardo-os com amor e carinho e estarei sempre cá para eles. No matter what. 

 

5) Saúde

Por incrivel que pareça, e apesar das inúmeras idas ao hospital para exames, consultas, dias de dores agoniantes, dias de não me mexer, dias de me arrastar, dias de repouso total, 2018 foi um dos anos em que estive mais saúdavel. Dirão vocês que é um contrasenso, mas não é. Reparem: eu sou monitorizada regularmente, testes e exames médicos quase todos os meses. E o meu médico cumpriu o nosso acordo à risca: manter o meu corpo a funcionar para que possa fazer uma revolução pelas Doenças Inflamatórias do Intestino em Portugal. E não é que nem uma constipação me lembro de ter?

 

Como será 2019? Não faço ideia. Sei que não consigo manter o ritmo de 2018 durante muito mais tempo porque o corpinho, a familia e eu própria requerem mais atenção de minha parte. Mas também sei que 2019 será um ano de mudança, um ano de boas novas. Não para mim, mas para aqueles que lidam com as DII em Portugal. 

 

 

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