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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

317 dias e a contar... até quando?

Em Abril 2018 entrou na Assembleia da República a petição que já referi várias vezes no Escadinhas (até porque sou uma das signatárias da mesma). Um dos pontos que pedidos é bastante singelo: isenção de taxas moderadoras para pessoas que tenham uma Doença Inflamatória do Intestino.  Nada de mais, mas que de facto pode ter um impacto substancial no rendimento do agregado familiar. Se poderiamos ter pedido mais? Cartamente que sim! Mas temos que começar por algum lado. E se acham que uma doença crónica á barata para se manter, vejam o seguinte caso:

 

A A. tem Crohn. Infelizmente está a passar um momento complicado, com carências nutricionais graves que carecem de tratamento urgente. Isto significa que é preciso ir à farmácia abastecer, não só com a medicação usual para o Croh  ou a Colite Ulcerosa (que são comparticipados entre 90 a 100%) como também todos os outros suplementos e medicação para garantir que as carências que apresenta são sanadas. A imagem abaixo, é nada mais nada menos que a factura. 

 

factura.JPG

 

Mesmo com medicação comparticipada a 100%, o total da factura ascende a 203,71€. E claro, depois é preciso administtrar a medicação que alguma terá que ser feita em ambulatório no hospital e obviamente terá que pagar a taxa moderadora para o efeito.

 

Já pensaram no efeito que isto tem no orçamento do agregado familiar? Já pensaram que o salário minimo em Portugal nem 600€ liquidos é e que 1/3 é facilmente gasto na farmácia e em tratamentos? Como fica o resto das contas? Coisas básicas como água, luz, renda de casa, alimentação? Percebem porque é que qualquer ajuda, por muito pequena que seja é bem vinda? 

 

E nos entretantos, enquanto os orçamentos familiares são depilados por gastos em saúde, a petição continua a aguardar discussão. Já lá vão 317 dias à espera... e a contar!

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