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3 dicas para reduzir as cólicas intestinais após as refeições

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Quem nunca teve uma cólica na vida que atire a primeira pedra. Nenhuma? Pois... Bem me parecia. Agora, comum dos mortais, multipliquem essa cólica por mil e talvez tenham uma noção do que é o dia a dia para muitos das pessoas que têm uma Doença Inflamatória do Intestino (DII), quer seja Crohn ou Colite Ulcerosa. Se há coisa que as DII não fazem, é discriminar pessoal no que diz respeito a cólicas e sistemas de propulsão integrados para acelerar a velocidade com que andamos na rua.

É certo, sabido e garantido, que durante os períodos de crise, comer pode trazer desconforto abdominal e cólicas. Às vezes é aquela sensação que basta um copo de água para ser o fim do mundo em vento! Alimentação é aquela área em que os portadores de DII têm maiores questões e dúvidas! Até porque mesmo em remissão estes periodos de desconforto abdominal e cólicas podem ocorrer, embora em menor número e intensidade.  

Por isso, encarem estas dicas como algumas formas de reduzir estes sintomas. Não são milagrosos, mas são uma ajudinha:

 

 

1) Comer porções menores em intervalos mais frequentes

Cinco refeições mais pequenas a cada três ou quatro horas, por exemplo, ao invés das três refeições diárias mais tradicionais. Ou seja: comer menos, mas mais vezes, durante o dia.

 

2) Reduzir a quantidade de comidas gordurosas ou fritos na dieta.

Manteiga, margarina, molhos cremosos, carne de porco e seus derivados podem causar diarreia e formação de gases se a absorção de gordura for incompleta. 

 

3) Limitar o consumo de leite ou produtos derivados do leite se há intolerância à lactose

Leite e intolerância à lactose é algo que já falei no Escadinhas. Algumas pessoas não conseguem digerir adequadamente a lactose, o açúcar presente no leite e em muitos de seus derivados. Isto pode ocorrer porque a pessoa não tem uma enzima digestiva, chamada lactase.

A má digestão da lactose pode levar a cólicas, dor abdominal, formação de gases, diarreia e estufamento abdominal. Devido ao facto dos sintomas da intolerância à lactose serem semelhantes aos da DII, torna-se difícil reconhecer essa intolerância. Um simples teste de intolerância à lactose pode ser feito para identificar o problema e podem falar com o vosos médico para que ele o faça (note-se que o mais certo é só fazê-lo em remissão para terem mais garantia que o resultado é exacto). Se houver alguma dúvida, o consumo de leite deve ser limitado. 

Alternativamente, muitos suplementos da lactase podem ser adicionados aos produtos derivados do leite para que não causem os referidos sintomas. O nutricionista pode auxiliar neste procedimento. É desejável, porém, manter pelo menos a ingestão de alguns produtos derivados do leite, pois eles representam uma excelente fonte de nutrição, especialmente de cálcio e proteína.

 

3) Diminua o consumo de certos alimentos ricos em fibra tais como castanhas, sementes, milho, pipocas e vários legumes. Se houver estreitamento do intestino (estenoses), estes alimentos podem causar cólicas. Alimentos ricos em fibra também podem causar contrações ao entrar no Intestino Delgado. Por não serem devidamente digeridos, estes alimentos também podem causar diarreia. É por isso que uma dieta pobre em resíduos é recomendada em alguns pacientes.

 

Uma boa nutrição é aquela que permite ao organismo ter as reposições necessárias para manter-se saudável. Assim, qualquer esforço deve ser feito para evitar a desnutrição sem descurar a reposição de nutrientes e a manutenção de uma boa alimentação. Estes são princípios-chave no controle da DII e nos quais a alimentação tem um papel chave. 

Convém lembrar que algumas pessoas que seguem estas instruções podem continuar a ter cólicas abdominais após as refeições. Nestes casos, a medicação pode ajudar e por isso podem falar com o vosos médico sobre o assunto (note-se que auto medicação não é nunca uma boa ideia). Se for útil no vosso caso, o médico poderá prescrever o uso de medicação antiespasmódica ou antidiarreica 15 ou 20 minutos antes de se alimentar pode ser útil na redução dos sintomas e na manutenção de uma boa nutrição, particularmente, quando a doença está em estágio moderado. Este tipo de medicação deve ser evitada em estágios mais críticos das doenças inflamatórias do intestino.

 

Dica Importante: Como cada pessoa reage diferente, é aconselhável que procurem um nutricionista que conheça bem as doenças inflamatórias do intestino, e evitar as comidas que, através de observação, cada paciente portador perceba fazerem mal. E como perceber o que faz mal? Bom, o diário do cocó (como gosto de lhe chamar) e que já falei aqui no Escadinhas sobre o assunto.

 

P.S.: O Escadinhas é finalista no Sapos do Ano na categoria de Saúde. Para votarem, basta ir aqui, inserirem o vosso email e seleccionar 'escadinhas.blogs.sapo.pt". Podem votar com mais de que um email e não se esqueçam de partilharem entre os vossos contactos para que eles também votem. Sem o vosso voto, as DII continuarão a ser desconhecidas por muitos!

 

Fonte: http://www.gediib.org.br/Publicacoes/DII/detalhe/22?portal=publico

 

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