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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

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24 de Junho, 2019

3 constações depois de uma semana no Algarve

Vera Gomes

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Estive uma semana de férias no Algarve pela primeira vez na minha vida. Sim, é verdade, nunca tinha estado uma semana no Algarve. E depois de ter estado lá uma semana,  ter gostado imenso de ter estado com os papás e sol, mar e areia, e depois de estar há 6 anos fora de Portugal, deu para que há coisas que não mudaram, sendo elas: 

 

 

1) A necessidade de parecer algo que não somos nem temos nem somos

Há malta que vai para a praia de maquilhagem, batôn vermelho, com brincos espampanantes e roupa que mais parece ir para um jantar de gala. Há malta que vai fazer caminhadas na praia de t-shirt (ok) e encharpes ao pesçoco, devidamente postas como viram numa  revista de moda qualquer. É que nem num casamento de praia vi gente assim... Não sei muito bem como é que todo o aperalto se conjuga com vento, areia e sal do mar. Mas também percebi que há muita gente que vai para ali, não para usufruir e descansar, mas para ser vista...

 

2) Praga de suricatas

Infelizmente num dos dias, uma senhora perto do sitio onde estava e para onde a minha cadeira estava virada, sentiu-se mal. Os Nadadores Salvadores na praia prontamente prestaram assistência, chamaram as autoridades competentes e tentaram dar o máximo de privacidade à senhora. Uma outra senhora, aproximou-se, disse algo, e deu para perceber que tinha conhecimentos médicos, prestou assistência até os bombeiros chegarem altura que ela se retirou para junto da sua família. 

Mas uma outra alminha, sem qualquer qualificação que pudesse ser útil, resolveu andar em circulos à volta do sitio onde prestavam auxilio. É que o raio dos nadadores salvadores puserem o guarda sol e o corta vento de forma que ela não conseguia ver nada! Que chatice! E andou ali a rondar tipo abutre até que conseguiu um bom ângulo para ver o que se passava a menos de um metro de distância! Ah! Maravilha! E ali ficou! Confesso, com os nervos fui duas vezes à água para não agarrar na asa do abutre e levá-la dali para fora...

Contudo, para meu espanto, assim que chegou uma maca, metade da praia (curiosamente os tugas) levantaram-se todos a olhar na direcção do local. SURICATAS! Eram autênticas suricatas de cabeça no ar a farejar sangue no ar! Olhei em volta e nem queria acreditar. E confesso, senti-me envergonhada pela nossa pequenez. Sempre que há acidentes, alguém sente-se mal, ou algo semelhante, a maioria do tugas, mesmo sem ter algo que possa ajudar, só estorvam, abrandam na estrada, só para farejarem o sangue e terem assunto ao jantar. É simplesmente...vergonhoso!

E claro, o abrute sempre na fila da frente!

 

3) Algarve: aquele sitio que as pessoas só se lembram 4 meses por ano

No regresso da Feira do Livro de Lisboa, ia a conduzir na A22 e a ouvir uma rádio local: hospitais do Algarve não têm medicação necessária para que doentes crónicos consigam ter uma vida perto da normalidade. Senti uma faca a espetar-me no coração! Como é possivel?! Infelizmente, é extensível a todo Portugal, continente e ilhas, medicação, médicos, enfermeiros, recursos em falta. Não sei muito bem para pnde vai a Saúde em Portugal, mas com tantas promessas vãs que tenho visto na campanha eleitoral, claramente, não vai melhorar nos próximos tempos. 

Em conversa com alguns locais, deu para perceber (aquilo que sempre tinha ouvido mas que nunca tinha ouvido na primeira pessoa): durante os meses do Inverno não há trabalho, não há pessoas, não há nada no Algarve! E o que é suposto as pessoas fazerem durante metade do ano? Como pagam as contas, como comem, como sobrevivem? O que não tenho visto em nenhuma campanha eleitoral dos últimos anos, é como atrair pessoas para o interior, Algarve e Ilhas. Como melhorar as infra-estruturas básicas, garantir que mais pessoas se mudam e vivem o ANO TODO por lá? Sei que tenho amigos no Algarve ou do Algarve que vão ler isto e por lanço-vos o desafio: na vossa opinião o que pode ser feito?

 

 

 

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