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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

08 de Janeiro, 2020

Os 12 magnificos!

Vera Gomes

 

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Estes foram os livros que li em 2019: 12.Foram 12 livros que, cada um à sua maneira, me marcaram e me ensinaram algo. Falei de alguns deles aqui no Escadinhas outros nem por isso. O facto de não ter falado deles não é porque não tenha gostado: é mesmo pela minha crónica falta de tempo para fazer tudo o que gostaria. Tal como ler...

 

...em 2019 foram 12. Gostaria que fossem muitos mais, confesso, mas creio que é importante ser realista. Com a vida que tenho, conseguir ler um livro por mês é quase um milagre. Por isso para 2020 tenho o objectivo de ler 12 livros por puro prazer (leio muito mais do que 12 livros, mas não conto livros e similares que leio por motivos profissionais). É esse objectivo e o objectivo de controlar-me o suficiente para não encher as (já demasiado cheias) estantes com livros que ficam a aguardar a sua vez para serem lidos.

 

E desse lado? Objectivo de leitura para 2020: há? Qual?

 

 

06 de Janeiro, 2020

"Pensava que a minha vida era uma tragédia, mas percebi agora que é uma comédia"

Vera Gomes

 

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Foi o primeiro filme do ano e sem sombra de dúvida que foi uma excelente escolha. Joker é para mim um sério candidato aos Óscares e espero que Joaquin Phoenix ganhe o Óscar de Melhor Actor porque teve uma interpretação brilhante.

 

Para mim, foi impossível não fazer uma analogia entre o filme e o que se passa em Portugal e no mundo. O caos em que estamos um pouco por toda a parte, de todas as formas possíveis. Em Portugal, são cortes aqui e ali em prol de um excedente orçamental que deixa muitos desamparados e sem apoios, entregues à sua sorte e que acaba por penhorar o futuro de todos nós. É o rancor e o ódio crescentes contra todos sem excepção (basta ver o brutal espancamento de um rapaz de 21 anos em Bragança…); a deturpação de mensagens em prol de agendas muito específicas e que não agoiram nada de bom; a crescente onda de violência (professores e médicos agredidos nas últimas semanas). No fundo é quase como se o bom senso deixasse de existir e todos fossemos pilhas de rastilho curto que explodem ao menor contratempo. A acrescentar a isto, uma possibilidade forte de guerra no Médio Oriente e a Austrália que arde perante a impassividade de muitos…

 

Voltando ao filme, é claro que o Arthur (ou Joker) mostra ainda um lado muito negro das doenças mentais, da falta de reconhecimento por todos nós do grave problema que é criando estigmas e preconceito onde deveria existir compreensão e ajuda. A certa altura Arthur escreve no diário: “a pior parte de ter uma doença mental é que toda a gente espera que tu te comportes como se não a tivesses”.

 

Há uma frase brutal que Arthur escreve no seu diário e que mostra praticamente no início do filme que para mim foi um murro no estômago: “espero que a minha morte faça mais cêntimos do que a minha vida”. E pergunto-me quantos estão desse lado ou próximos de nós que vivem com este sentimento preso na garganta…

 

 

 

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