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Super Coach do Cocó

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça." (ex-Escadinhas do Quebra Costas)

Super Coach do Cocó

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça." (ex-Escadinhas do Quebra Costas)

29 de Janeiro, 2020

A primeira viagem do ano é...

Vera Gomes

 

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Há muitos anos que tenho este pequeno (grande) sonho. Depois do último trimestre de 2019 que foi assim de mal a pior, e um inicio de 2020 atribulado, achei por bem recompensar-me com a concretização daquela viagem que vai sempre para "um dia...".

 

Pois bem! O dia chegou! Vou ver as auroras boreais! Se para o comum dos mortais é algo espectacular, para uma aficcionada (e profissional) do espaço, é a put* da loucura! Ando há meses a preparar a viagem, a perceber como tirar as melhores fotografias possíveis (tendo em conta o meu talento não esperem nada de extraordinário.... se estiverem definids já andamos com sorte), a comprar roupa para temperaturas esperadas de -20 a -35 (nunca fui a um sitio com neve a não ser Bruxelas... que não é grande coisa para neve...).

 

Claro que apesar desta altura do ano ser óptima para as auroras, é terrível porque a probabilidade de ter nuvens é enorme. E se houver nuvens... não se vê puto de auroras, porque estas acontecem a uma altitude bem maior do que aquela em que as nuvens estão. Pensamento positivo! Temos uma série de actividades planeadas para durante o dia (ou melhor... noite porque não teremos mais que 3 a 4 horas de luz/ dia), já vi que há lareiras e saunas no hotel (a malta vai precisar de descongelar). E claro: uns livros para ler, fazer uns anjos na neve, um boneco de neve e ... relaxar!

 

Prometo que contarei tudinho quando voltar e com fotos (boas ou não logo se verá) e alguns conselhos para quem fazer o mesmo tipo de viagem. Até lá, e se quiserem ir acompanhando a viagem, o melhor é seguir o Instagram das Escadinhas, que aqui a vizinha vai pondo lá umas coisinhas.

 

 

27 de Janeiro, 2020

Porque é que os peidos têm cheiro?

Vera Gomes

1. Sulfato de Hidrogénio = ovos podres 2. Metanot

 

O cheiro dos nossos tão amados peidos começa com o trabalho intenso de uma séria de bactérias que criam gases altamente voláteis enquanto digerem os restos de comida que chegam ao colón. É todo um processo (metabolismo) que transforma as moléculas complexas em moléculas mais simples (catabolismo) e novas moléculas são criadas (anabolismo) e claro…. Muito gás é feito!

 

A maioria dos peidos são têm cheiro (nitrogénio, dióxido de carbono, hidrogénio e metano não têm cheiro) mas têm alguns traços de gases voláteis (significa que evaporam-se no ar). Todos os peidos têm compostos diferentes, regularmente oriundos de proteínas encontradas em grandes concentrações em alguns alimentos. Os peidos mais possantes têm normalmente origem na decomposição dos aminoácidos da nossa dieta, que podem ser encontrados por exemplo, em feijão, queijo e carne. Estes não são aqueles peidos estrondosos que parecem terramotos, mas são sem dúvida os peidos com mais odor.

 

Basicamente existem milhares de moléculas que são invisíveis a olho nu e que ainda assim circundam o ar que nos rodeia. Estas estão em constante movimento e a saltarem de umas para as outras (grandes malucas!) e a espalharem-se pelo ar em movimentos aleatórios. Acontece em tal grande escala que os gases espalham-se e é por isso que segundos depois de libertarem o prisioneiro ele vinga-se nas vossas narinas pelos tempo de prisão dentro do vosso corpo.

 

 

(fonte: Fartology - The extraordinary Science of the humble fart, de Stefan Gates)

 

 

22 de Janeiro, 2020

Como Viver com um Tabu Maior do que Sexo?

Vera Gomes

 

 

 

Hoje foi tornado público o video da minha TEDx, intitulada "How to live with a taboo bigger than sex?". Precisei de muita coragem para subir ao palco, mostrar uma fralda e expôr algo de mim de uma forma tão explicita. Precisei ainda de mais força, para não chorar quando as pessoas se levantaram e conseguir terminar a apresentação.

 

Este video não é sobre mim. É sobre todos os que sofrem com uma Doença Inflamatória do Intestino; é para todos aqueles que não sabem o que é viver com uma doença crónica invisivel: E sobretudo: é para todos nós partilharmos nas nossas redes sociais e entre os nossos contactos. Só assim daremos voz a algo invisivel aos olhos dos comuns dos mortais.

 

A todos os que me apoiaram e aturam durante o processo de preparação e no dia: obrigada. Sem vocês, isto não teria piada nenhuma!

20 de Janeiro, 2020

A extraordinária ciência do humilde peido

Vera Gomes

Em média, uma pessoa saudável peida-se cerca de

 

Aqui há uns dias publiquei no Instagram a minha mais recente aquisição literária: “Fartology: the extraordinary science behind the humble fart”. Claramente este livro era algo que deveria acrescentar à minha humilde biblioteca, apesar da notória falta de espaço nas estantes.

 

Espero honestamente que traduzam este livro para Português, porque sem dúvida, por muito nojento que possa parecer, é um livro interessante. Tomamos muitas coisas por garantidas que já nem as questionamos. E acreditem, por detrás de todo o peido existe toda uma extraordinária ciência: ele é química, biologia, física… quem diria, hein?

 

Tal como prometido no Instagram, preparem-se para que de vez em quando saiam uns posts sobre peidos (chamemos as coisas pelos nomes) , porque afinal de contas, uma pessoa saudável, consciente ou inconscientemente, peida-se em média 15 vezes por dia. Por isso, é mais que justo que reservemos algum do nosso tempo a conhecer este nosso companheiro tão menosprezado.

 

 

13 de Janeiro, 2020

Diz que foram: 7 países, 44 cidades, 112 locais

Vera Gomes

 

Viajar, num sentido profundo, é morrer. É deixar

Confesso que gosto de viajar. Excepto quando são viagens de trabalho a que apelido de "presentes envenenados" (malta que viaja com frequência em trabalho irá compreender). Há um acréscimo de trabalho, não se tem horas nem para começar nem para acabar o dia; o trabalho continua a acumular no escritório e há emails que têm que ter resposta mesmo estando fora. Além de voos atrasados, comida nem sempre boa, e que nem se tem tempo para conhecer o sitio para onde se viaja.

 

Há dias recebi um email do GoogleMaps com as estatísticas das minhas viagens de 2019. 

 

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Confesso que não tenho por hábito fazer o balanço das minhas viagens, mas olhando para este balanço que recebi, posso dizer o seguinte:

 

    • Tendo em conta os últimos 6 anos da minha vida, 2019 foi dos anos em que menos viajei (note-se que viajo imenso em trabalho) e a maioria das viagens foram.... viagens de trabalho!

 

    • Fui a Portugal e a Lisboa pelo menos de 2 em 2 meses. Cortesia das minhas actividades pelas DII (e cheguei a ir 2 vezes num mês...)

 

    • Curiosamente o GoogleMaps diz que estive na Aústria. Enganou-se. Não estive na Aústria em 2019 mas sim na Roménia em Bucareste em Junho.

 

    • Diz o GoogleMaps que "em 2019, viajou um total de 60 831 quilómetros": tenho muita pegada ambiental para compensar....

 

    • No geral, e olhando para o histórico total, o GoogleMaps tens que melhorar estes relatórios porque faltam países e cidades em que estive. Por exemplo, Buenos Aires (Argentina). 

 

Confesso que gosto de viajar. Excepto quando são viagens de trabalho a que apelido de "presentes envenenados" (malta que viaja com frequência em trabalho irá compreender). Há um acréscimo de trabalho, não se tem horas nem para começar nem para acabar o dia; o trabalho continua a acumular no escritório e há emails que têm que ter resposta mesmo estando fora. Além de voos atrasados, comida nem sempre boa, e que nem se tem tempo para conhecer o sitio para onde se viaja. 

 

Já cuscaram os vossos relatórios do GoogleMaps? Que vos diz ele? Também tem inexactidões como o meu?

 

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