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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Faltam 9 dias para o fim!!!!

Campanha Despensa Solidária.png

 

Se bem se lembram, para comemorar o meu aniversário lancei uma campanha solidária a favor da Associação CrescerBem, uma associação que ajuda crianças até aos 18 anos que passam pelo Hospital da Estefânia, Santa Maria e Beatriz Ângelo. 

 

A ideia é simples: existem pontos de entrega espalhados pela cidade de Lisboa (e arredores) onde podem depositar as vossas doações até dia 23 de Outubro. O objectivo é que as doações sejam produtos que a CrescerBem tenha em falta e por isso, eis a lista de necessidades:

 

Arroz, Massa, Leite (pacotes de 200ml e de 1l), Enlatados, Sal, Azeite, Vinagre, Bolachas, Leite Adaptado, Papas, Compressas, Soro, Creme para pele atópica, Creme para muda de fralda, Fraldas de criança (tamanhos 4 e 5 ), Fraldas de adulto (tamanho S).

 

Poderão deixar o vosso contributo num do seguintes sítios:

pontos entrega.PNG

 

Se por algum motivo, não poderem doar alguns dos produtos em falta, podem sempre ajudar divulgando esta iniciativa e o trabalho da CrescerBem! Podem igualmente ajudar de outras formas. Aqui ficam algumas ideias: 

  • partilhar este post nas vossas redes sociais com a hashtag #DespensaSolidaria
  • fazer uma recolha no vosso local de trabalho e entregar num dos pontos de entrega
  • fazer um jantar de amigos e pedir que tragam doações para a campanha
  • enviar este post para os vossos contactos email

 

 

Tornar o invisivel visivel: vais fazê-lo?

Invisible-Disabilities-Week-2019-October-13-thru-1

 

De 13 a 19 de Outubro, a Invisible Disabilities Association promove a semana para sensibilização para as incapacidades invisiveis. É nos Estados Unidos, é certo. Mas também é certo que em Portugal existem milhares, senão milhões de pessoas que têm incapacidades duradouras físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais, que em interacção com várias barreiras podem impedir a sua plena e efectiva participação na sociedade em condições de igualdade com os outros. 

 

As Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) (Crohn e Colite Ulcerosa as mais comuns) são um exemplo de uma incapacidade invisivel. As ostomias, por causa das DII ou por outras condições médicas que requerem a colocação de um saco de recolha de urina de fezes ou urina, são outro exemplo de incapacidade invisivel. A roupa tapa muita coisa e nem tudo é visivel aos olhos!

 

Por isso, durante esta semana, não tenham vergonha de dizer claramente que vivem uma luta invisivel aos olhos dos outros; que travam lutas que outros não vêem e que são muito mais do que a vossa condição!

 

Deixo alguns exemplos de imagens que podem partilhar nas vossas redes sociais: 

 

 

 

Vamos tornar o invisivel, visivel?

 

 

6 Dicas para nem notarem que têm restrições alimentares

@escadinhas escadinhas.blogs.sapo.pt.png

 

Por causa da minha fofinha Colite Ulcerosa (umas das formas de Doença Inflamatória do Intestino, também conhecida por DII), perguntam-me muitas vezes sobre alimentação. É certo que ao longo dos anos muita coisa mudou, umas vezes com mais restrições do que outras. Agora estou num período de El Dorado em que consigo comer quase tudo sem problemas de maior.

Uma das razões pelas quais mal noto que tenha restrições, é porque o Mais Que Tudo (que adora cozinhar) faz receitas novas todas as semanas. E é isso que irei focar neste post: como ter uma DII e ainda assim ter uma alimentação que nem se lembram das restrições?

 

1) Fazer um menu semanal

Cá em casa sentamo-nos e fazemos um menu para a semana. Jantares, entenda-se, que o almoço é sempre fora de casa e o que, a maioria das vezes, o que sobra do jantar do dia anterior (quando sobra). Confesso que é um hábito que não tinha. Mas o Mais que Tudo, sempre preocupado em alimentação saudável e variada, garantir que reduz o desperdicio alimentar e idas ao supermercado, trouxe o hábito com ele. Claro que isto implica alguma ginástica mental para decidir o que se vai comer nos próximos 6 dias, mas tudo é possível.

 

2) Blogs e sites de culinária

Nos dias em que correm, há imensa informação disponível. Porque não perder algum tempo a explorá-los? Um dos meus favoritos é o Casal Mistério, mas existem muitos outros de onde podem tirar ideias. É claro que numas vezes não dá para seguir exactamente à risca a receita, mas uma adaptação aqui e outra acolá, dá para experimentar. Por aqui nas Escadinhas também vão havendo umas receitas de vez em quando.

 

3) Coleccionar revistas

Há receitas em revistas e jornais que são de acesso gratuito e que têm receitas por exemplo, a publicidade do Lidl, o Metro, a Saúda, etc. Até quando se vai ao cabeleireiro há revistas com receitas à disposição. Basta pedir a página ou tirar uma foto e, voilá!

 

4) Grupos troca de receitas

Há imensos grupos nas redes sociais onde as pessoas trocam receitas e/ ou ideias, como o Gastronomiverso. Porque não inspirarem-se por lá?

 

5) Apps para culinária

Existem várias opções de apps para ter no telemóvel que vos permite ter acesso a um acervo gigantesco de receitas. Ponto positivo: podem consultar em qualquer lado. Podem procurar receitas enquanto estão nos transportes públicos, enquanto estão no wc, etc. Algumas sugestões: Sapo Sabores, n-Receitas da Nestlé, Petit Chef, Petiscos, etc.  Se tiverem alguma outra que não esteja aqui, deixem nos comentários.

 

6) Criar uma base de dados de receitas

Por vezes cruzamos-nos com receitas que vale a pena guardar; outras vezes a receita não é assim tãoooo boa quanto isso; Por isso, porque não guardar as receitas para experimentar mais tarde e classificá-las (ou eliminá-las) num ficheiro que vão actualizando semanalmente? Isto permite manter aquelas receitas que de facto vale a pena, e outras para experimentar mais tarde.

 

Se têm mais dicas e sugestões para menus variados, é favor deixar as vossas sugestões nos comentários! :)

 

 

Como aumentar a participação pública dos portugueses?

 

80% do sucesso é comparecer..png

 

 

Eleições em Portugal e mais uma vez a grande vencedora, a bater recordes de participação, foi a abstenção. Confesso que isto me faz muita confusão, em parte porque, na minha opinião, abstenção não é forma de protesto: protesto é ir às urnas e votar em branco. Abstenção é só um "não quero saber" e um "não em importo" misturado com uma gigantesca  falta de percepção de como o voto, seja ela válido, nulo ou branco, tem impacto e é uma verdadeira forma de protesto.

Somos todos muito revolucionários e muito activistas... nas redes sociais. Mas quando chega a hora de tirar o cu no sofá, como cantavam os Deolinda, "vai andando que eu já lá vou ter".

 

As eleições são o momento em que os cidadãos escolhem quem querem que os represente, os defenda e lute por eles. Ficar em casa, ir à praia ou encolher os ombros e dizer que o seu voto não importa para nada, dá o resultado de uma maioria absoluta. Uma maioria de quem não quer saber, de quem aceita ser governado por quem foi escolhido pelos outros. Se não participam na vida pública de nenhuma forma, com que direito reclamam?

É certo que muitos dirão que há uma descrença total nas instituições e não há ninguém no cenário político com quem se identifiquem. Nesse caso, votem em branco. Isto se depois de lerem os programas eleitorais de facto não terem nenhuma proposta com a qual se consigam identificar.

 

Clramente apeloo ao voto ou até botõeszinhos especificos para o dia nas redes sociais, não está a ter o impacto que teve noutros países no aumento de votantes. É certo que o número de eleitores aumentou por causa do recenseamento automático de eleitores e por isso, no valor bruto haverá mais gente recenseada do que em 2015. No entanto, mesmo tendo isto em conta, o número de abstenção é demasiado elevado. Deixo, por isso, algumas sugestões para aumentar a participação pública dos cidadãos:

 

1) Educação Cívica

Aulas à séria de educação civica. Com professores devidamente habilitados para o fazer e não com professores, como alguns com quem me cruzei no inicio deste ano, que nem sabiam quem era o Presidente da Comissão Europeia. É importante que se perceba desde pequeno como podem participar na vida pública e lutar, enquanto cidadãos, pelas causas em que acreditam. O lobby, palavra a que se foge a sete cruz por ser tão mal compreendida, é também possível pelos cidadãos!

 

2) Voto electrónico

Há coisas que não consigo perceber. É possível saber onde se está recenseado via SMS ou online, mas não se pode votar em qualquer outra mesa de voto. Mesmo estando recenseada no Porto, porque é que não posso votar em Lisboa? Afinal de conta, sabem que o meu voto irá contar na mesma para o circulo do Porto.

O ideal mesmo seria voto online, mas é compreensível que por razões de segurança não seja possível (ainda) fazê-lo. Mas pronto: aprendam com a Austria, a Venezuela e até o Brasil, e ponham em vigor o voto electrónico. Afinald e contas andam  há mais de 10 anos a tentar perceber se é possível....

 

3) Eleições nulas

Eleições onde metade dos portugueses não votam, deveriam ser consideradas nulas e não ter poder vinculativo. É certo que as razões da crescente abstenção dariam um longo debate, contudo, Portugal, mais uma vez não aprende com a História e todas as páginas escritas sobre o facto de quanto mais madura uma Democracia, menor o nível de participação.  Aconselho vivamente a lerem F. Hayek e o livro "O Caminho da Servidão".

 

4) Voto obrigatório

Se a coisa não vai lá por educação nem por algumas facilidades logisticas, olhem-se para outros países, não muito distantes de Portugal, em que o voto é obrigatório. Ou seja, só em casos muitos especificos é permitida a abébia de não votar. E caso não se justifique (a justificação é antecipada) nesse caso, há multa por não se votar. Exemplo: Bélgica.

 

Li recentemente que pessoas que participam e contribuem para a vida pública são mais satisfeitas com as suas vidas pessoais e que a particopação  na vida pública  tem um dos maiores efeitos na felicidade a longo prazo. Olhando para os números da abstenção nos últimos anos, deve ser por isso que o povo português é exímio no eterno saudosismo lusitano....

Snack sem glúten, sem lactose e sem açucar adicionados? Sim, é possível!

Chips de Beringela.png

 

Eu ando obcecada em conseguir fazer chips de vegetais como deve ser. Compramos uma mandolina, andei a cuscar blogs e sites de cozinha. Ainda não cheguei à perfeição, mas estou lá! Vou por isso partilhar convosco, como fazer as chips de beringela que estão na foto: 

 

Lista ingredientes:

  • Beringela
  • Sal
  • Alecrim
  • Azeite

 

Cortem a beringela na mandolina (3mm). Coloquem as rodelas numa folha de papel de cozinha. Coloquem sal e cubram com papel de cozinha. Pressionem para absorver a humidade e deixem repousar durante pelo menos 5m. 

Coloquem o forno a 150º graus. Num tabuleiro coloquem papel vegetal, pincelem com azeite e povilhem com alecrim picado. Coloquem as rodelas de beringela. Pincelem as mesmas com azeite, sal e alecrim. Levem ao forno durante pelo menos 20 minutos. Virem as rodelas. Coloquem novamente no forno o tempo que for necessário para ficarem onduladas e mais ou menos crocantes consoante o vosso gosto pessoal. 

 

Comi parte quentes (não resisto) parte frias. Ambas são boas, apenas não tão crocantes como queria, mas penso que foi por ter aumentado a temperatura ao forno... São um delicioso snack entre refeições, ou para umas tapas. E fazem-se facilmente enquanto cozinham o vosso jantar! 

Notem que podem usar outros vegetais: corgete, batata doce, etc. A técnica é mesma!

Bom apetite!

 

 

P.S.: note-se que o título deste post é um bocadinho irónico. Eu como glutén, lactose em doses que a minha comprovada intolerância não berre e açucar adicionado em dias de festa. Dizem que "gluten, lactose e aúcar" são chavões para o clickbait e resolvi testar para comprovar se a teoria corresponde à prática. ;)