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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

10 de Setembro, 2019

Nunca parem de sonhar!

Vera Gomes

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Devo confessar que os últimos dias foram uma montanha russa de emoções. Digo várias vezes a quem em procura que viver com uma Doença Inflamatória do Intestino (ou com qualquer outra auto-imune) é mesmo isto: uma montanha russa: umas vezes em cima, outras em baixo, umas vezes mais rápido, outras mais devagar. Mas sempre, sempre em movimento! 

 

O maior desejo de quem tem Crohn ou Colite é entrar em remissão. É pôr a doença a dormir, controlada para que possamos ter uma vida o mais próximo do normal possível. Para que possamos viver e não sobreviver!

 

Por oposição, o maior pesadelo, aquilo que mais tememos, é que nos digam que a doença está activa. Por isso significa semanas, meses (anos!!!) de luta diária, de sobreviver em vez de viver. As dores, as idas ao hospital, a medicação, todo um ramalhete que dispensamos. 

 

Independentemente do ponto em que estejamos, no sonho, no pesadelo ou algures ali no meio, certo é que não podemos parar. A vida continua e é importante que sejamos o mais activos possível. Que se continue a mexer, mesmo que seja mais devagarinho. É certo que há planos que serão adiados, outros que serão definitivamente cancelados, e havrão muitos novos que irao surgir. Aliás... como tudo na vida. A diferença é que com uma doença auto-imune, temos uma motivação extra para aprender a prioritarizar, a distinguir o trigo do joio e a focar-nos naquilo que é verdadeiramente importante. Por isso, seja em que fase estejam da  vossa montanha russa: nunca parem. Abrandem quando necessário recuperar o lanço para a subida. Apreciem o caminho, conheçam quem vai convosco na carruagem, sintam o vento no rosto e sobretudo: nunca parem de sonhar!