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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escolha vs Imposição: tudo é diferente quando não se tem poder de escolha!

60 frases de lição de vida para você refletir e

 

Há umas semanas tropecei em comentários de uma pessoa com uma determinada opção alimentar que comparava os comentários que recebe aos comentários de uma pessoa com uma doença crónica, auto-imune e colocando-os exactamente no mesmo patamar.

 

Curiosamente, há uns dias, cruzei-me com outra pessoa com uma posição similar, que quando após lhe ter dito que não tenho qualquer problema com as opções alimentares de pessoas vegetarianas e vegans, excepto quando me tentam impôr a sua dieta (e opção pessoal) como cura para a minha doença, me respondeu que eu tenho um trauma qualquer e que o devo ir resolver. 

 

Por isso, achei por bem esclarecer alguns pontos, que reflectem a minha opinião pessoal e alguns factos: 

 

1) Não tenho nada contra alimentação vegana ou vegetariana. Nem contra a Paleo, keto, Protocolo Auto-Imune, Jejum Intermitente e todas as restantes dietas que ciruclam por aí. Considero que cada um tem direito a fazer as suas escolhas e a ser respeitado por isso. Há mais de 10 anos que raramente, mas mesmo muito raramente como carne de vaca ou porco, e no meu menu semanal de refeições estão incluidas refeições vegetarianas,  veganas, paleo, keto, mediterrânea, aisática, árabes e sei lá mais o quê. 

 

2) Fanatismos não ajudam nada nem ninguém. E isto tanto é para quem escolhe uma dieta vegetariana ou vegan, como para quem escolher comer paleo, keto, mediterraneo etc. Impôr a nossa escolha pessoal a outras pessoas é apenas estúpido, até porque há pessoas com restrições alimentares, alergias e intolerâncias alimentares, que por isso não podem comer certos tipos e/ou grupos de alimentos. Sensibilizar para questões relacionadas com nutrição, ambientes, alterações climáticas, tudo a favor. Impôr escolhas pessoais: não, obrigada.

 

3) Relacionado com o ponto anterior, é prática corrente portadores de Doença Inflamatória do Intestino (DII) receberem conselhos nao solicitados (que tendem a resvalar a imposição moral porque "se não fazes é porque não te queres tratar"), de todo o tipo de dietas, incluindo dietas vegetarianas. A verdade é que, apesar de ajudar para alguns portadores na gestão e redução de sintomas, não resulta para a vasta maioria, e pode levar a complicações graves que podem requerer cirurgia urgente para resolver o dano causado (por exemplo, Crohn com estenoses). Na realidade, não há uma dieta padrão para portadores de DII, porque todos os doentes reagem de forma diferente aos alimentos, e mesmo ao longo dos anos, cada um vai tendo variações no que tolera ou não. 

 

4) Por último, por muito dificil que seja lidar com comentários desagradáveis sobre uma determinada escolha pessoal, que se tomou de livre e espontânea vontade, não é e jamais terá o mesmo impacto que ouvir comentários desagradaveis sobre algo em que não se teve nenhum poder de escolha. Comparar o impacto de comentários desagradaveis, insultuosos, desrespeitosos por uma escolha que se tomou com algo que foi imposto, é absolutamente... estúpido, e sinceramente, desrespeitoso para com quem tem uma condição médica que não escolheu ter. Porque começa logo pelo facto da pessoa com uma doença ter imediatamente que lidar com o facto de não ter tido opção de escolha! 

 

 

 

 

Tudo o que eu quero no meu aniversário é.... uma Despensa Solidária!

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Amanhã é um dia muito especial por duas razões: primeiro porque é o meu aniversário (30 anos mais 9 de experiência). Segundo porque começa a campanha Despensa Solidária!

 

Sabem aquela coisa do: fazes anos pagas tu? Ora, nos últimos anos peguei nessa permissa e transformei-a em algo mais interessante: organizar algo solidário para ajudar outros. Um ano foi recolher fundos para investigação médica; outro um leilão solidário em prol das DII (obrigada a todos, foi fenomenal!!!) e este ano, a campanha "Despensa Solidária"! 

 

O que é a campanha Despensa Solidária?

Entre os dias 24 de Setembro a 23 de Outubro, estará a decorrer a Campanha “Despensa Solidária” para angariar os seguintes produtos: Arroz, Massa, Leite (pacotes de 200ml e de 1l), Enlatados, Sal, Azeite, Vinagre, Bolachas, Leite Adaptado, Papas, Compressas, Soro, Creme para pele atópica, Creme para muda de fralda, Fraldas de criança (tamanhos 4 e 5 ), Fraldas de adulto (tamanho S).

 

Onde podem entregar o vosso contributo?

Os produtos, que revertem para a Associação Crescer Bem, poderão ser entregues nos seguintes pontos de entrega:

 

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Quem é a Associação Crescer Bem?

Desde 2011 que a Associação Crescer Bem se dedica a apoiar famílias menos protegidas. O apoio começa em ambiente hospitalar (Hospitais Dona Estefânia, Santa Maria e Beatriz Ângelo), onde a Crescer Bem actua.

Às famílias com internamentos prolongados, e em situação de vulnerabilidade social, é oferecido (no hospital ou ao domicílio) pequeno-almoço, acesso a lavandaria e apoio na compra de medicação.

Com as suas equipas de voluntários, a Crescer Bem mantém o posterior apoio ao domicílio, no acesso a uma despensa solidária, cabazes em alturas festivas, mas também com apoio educativo para crianças e jovens até aos 18 anos.

As respostas sociais criadas pela Crescerbem, além de responderem às famílias com diferentes carências, têm sempre o objetivo de promover a autonomia e consequente independência dessas famílias.

 

Como ajudar?

Podem ajudar de diferentes formas. Aqui ficam algumas ideias: 

  • contribuir com bens que estão na lista mencionada acima neste post e entregar num dos pontos de entrega;
  • partilhar este post nas vossas redes sociais com a hashtag #DespensaSolidaria
  • fazer uma recolha no vosso local de trabalho e entregar num dos pontos de entrega
  • Enviar este post para os vossos contactos email

 

Que dizem: vamos ajudar? 

 

P.S.: A todos que aceitaram ajudar nesta campanha: muito muito obrigada! É a melhor prenda de aniversário que me poderiam dar! Grata do fundo do coração!!!

 

Foi há 1 ano! Que orgulho!!!!

 

 

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Faz hoje um ano que dos meus projectos com maior significado para mim e muitas mais pessoas chegou às livrarias am Portugal. Demorou quase 2 anos a ver a luz do dia e confesso que uma das melhores decisões que tomei: escrever um livro sobre Doenças Inflamatórias do Intestino. 

 

Este último ano em particular, tem sido uma jornada e tanto! Tantas pessoas entraram na minha vida, tantas pessoas a quem ajudei mesmo não nos conhecendo pessoalmente, apenas porque resolvi partilhar a minha história e a de outros! E sabem: não há nenhum número na conta bancária que bata o orgulho e a felicidade que este livro me trouxe!

 

A todos os que me acompanham nesta jornada, que acedem aos meus devaneios e loucuras, que escreveram testemunhos, que aceitaram editar, apresentar, publicitar, ler: o meu mais profundo e sincero obrigada!

 

E para os que ainda não leram: deixo-vos um cheirinho! ;)

 

 

 

 

 

Nunca parem de sonhar!

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Devo confessar que os últimos dias foram uma montanha russa de emoções. Digo várias vezes a quem em procura que viver com uma Doença Inflamatória do Intestino (ou com qualquer outra auto-imune) é mesmo isto: uma montanha russa: umas vezes em cima, outras em baixo, umas vezes mais rápido, outras mais devagar. Mas sempre, sempre em movimento! 

 

O maior desejo de quem tem Crohn ou Colite é entrar em remissão. É pôr a doença a dormir, controlada para que possamos ter uma vida o mais próximo do normal possível. Para que possamos viver e não sobreviver!

 

Por oposição, o maior pesadelo, aquilo que mais tememos, é que nos digam que a doença está activa. Por isso significa semanas, meses (anos!!!) de luta diária, de sobreviver em vez de viver. As dores, as idas ao hospital, a medicação, todo um ramalhete que dispensamos. 

 

Independentemente do ponto em que estejamos, no sonho, no pesadelo ou algures ali no meio, certo é que não podemos parar. A vida continua e é importante que sejamos o mais activos possível. Que se continue a mexer, mesmo que seja mais devagarinho. É certo que há planos que serão adiados, outros que serão definitivamente cancelados, e havrão muitos novos que irao surgir. Aliás... como tudo na vida. A diferença é que com uma doença auto-imune, temos uma motivação extra para aprender a prioritarizar, a distinguir o trigo do joio e a focar-nos naquilo que é verdadeiramente importante. Por isso, seja em que fase estejam da  vossa montanha russa: nunca parem. Abrandem quando necessário recuperar o lanço para a subida. Apreciem o caminho, conheçam quem vai convosco na carruagem, sintam o vento no rosto e sobretudo: nunca parem de sonhar! 

 

 

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