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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

19 de Junho, 2017

Estás longe e queres ajudar? Entao este post é para ti!

Vera Gomes

 

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Por espontânea vontade de Sérgio, Tiago e de quem quer urgentemente ajudar os afectados pelos incêndios na área de Pedrógão Grande foi criada uma campanha que visa apoiar directamente as famílias. É mais uma forma de contribuir para aliviar as vítimas desta tragédia.

 

Foi a própria plataforma, PPL - Crowdfunding Portugal, que se disponibilizou de imediato a aprovar a campanha em tempo record, acabou de aumentar o tecto para as doações.

 

Podem aceder à campanha de recolha de fundos aqui: https://ppl.com.pt/pt/causas/ajuda-pedrogao


Os fundos serão distribuídos assim que seja possível visitar a região afectada, em segurança, e sem colocar em causa o trabalho dos nossos operacionais, heróis, que continuam no terreno a combater o incêndio.


Eu já contribui e divulguei. Agora é convosco!

 
19 de Junho, 2017

O meu País está a arder....

Vera Gomes

 

Ontem acordei e como habutualmente fui dar uma vista de olhos pelas notícias. Li sobre o fogo de Pedrogão Grande e entrei em choque. Ao longo do dia ia tentanto ler e saber mais e continuo com a mesma atitude de incredulidade com que recebi a primeira notícia. 19, 24, 57, 62... fui vendo o número de vítimas a subir e continuo sem conseguir acreditar nas histórias das vítimas. Crianças, adultos, idosos.... O meu País está a arder, a matar pessoas, animais, bens sem discriminar. E eu sinto-me completamente impotente. Imagino o sofrimento dos que ficaram, o esforço dos que tentam apagar o fogo e a coragem dos que agora "limpam" o que o fogo deixou para trás.

 

Ontem recebi mensagens de amigos estrangeiros que viram as notícias e ficaram preocupados. Hoje o meu chefe passou pelo meu gabinete. Portugal, Europa, o Mundo estão em choque e solidários com Pedrogão Grande e todas as outras vilas e aldeias tomadas pelo fogo.

 

Muitos treinadores de bancada saltaram a mandar bitaites sobre o que se devia ou não ter feito, sobre os culpados ou incompetentes, sobre as cabeças que têm ou não que rolar. Meus amigos, já morreu gente que chegue. Antes de começarem a apontar dedos e a pedir sangue, e como diria Marquês do Pombal, agora é cuidar dos feridos e dos vivos. Arranjar-lhes um tecto, roupa, comida, medicamentos. Devolverem-me uma vida condigna. Depois sim, é tempo de arregaçar mangas e impedir que este tipo de tragédia torne a acontecer. ë arregaçar mangas e limpar as matas antes do tempo quente.

 

Depois de casa roubada... trancas a porta! Nunca na minha vida este provérbio fez tanto sentido. Por isso tenho a certeza que no final do Verão as trancas serão colocadas.Ou pelo menos assim espero....

13 de Junho, 2017

Um dia bom com Colite começa assim...

Vera Gomes

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Acordas meia hora antes do relógio despertar porque o "urso" está a bater à "porta". Rebolas na cama na esperança que o intestino acalme e consigas dormir mais aquele bocadinho que irá fazer a diferença entre ficares zombie às 11 da manhã ou às 4 da tarde. 

 

O urso continua a bater à porta. Não tens hipótese e acabas por ir ao wc de olhos fechados. Pode ser que seja rápido e ainda consigas uma power nap de 10 minutos no regresso à cama. 

 

Sentas-te na sanita, puxas o banquinho para elevar os joelhos e rezas que seja rápido. Urso vai, vai vai e pensas que acabou. Sacas do papel higiénio e limpas o dito. Mal tiras os pés do banquinho de apoio para ires à tua vida, pimba: o urso continua a bater à porta. Sentas-te novamente. E recomeças o processo. Aqueles 10 possiveis minutos para uma power nap já eram. 

 

Entre urso e tiros, sujas tudo: sanita, mão quando te limpas e por isso tens que passar 5 minutos a pôr a casa de banho decente para quem se segue. Como lavaste as mãos com água fria, não há a menor possibilidade de voltar ao sono de seguida. Deixas o ventilador do wc ligado e usas o ambientador com cheiro a rosas na (vã) tentativa que ninguém note que o urso está à solta. 

 

Não há nada a fazer. O relógio já despertou e por isso o melhor é ir ao banho. Pesaste. Boa! Não há alteração do peso. Entras na banheira com uma sensação injustificável que se calhar vai ser um dia bom. Acabas o banho e vais à cozinha tomar um comprimido para a tua melhor amiga alojada no estomago.Todos os dias em jejum - disse o médico. Vais vestir-te. Sentes alguma actividade na zona abdominal que esperas serem ursinhos a assentarem para hibernar. Maquilhas-te. Vais para a cozinha para o pequeno almoço. 

 

Sentas-te e começas a comer as tuas papas de aveia. Sentes os ursinhos todos a agitarem-se. Há que fazer espaço para todos. Vais na segunda colher e a agitação é tanta que tens que ir novamente ao wc. Tipo monopólio: voltas à casa de partida e o processo recomeça. Vantagem: quando voltas a sentar à mesa as papas de aveia estão mornas. Mais fácil e rápido de comer. Ainda bem: porque olhas para o relógio e começas a perceber que estás a ficar atrasada. 

 

Lavas os dentes, maquilhagem, pegas no casaco, carteira, abres a porta de casa e.... urso a bater à porta novamente. Será? Se calhar não! Se calhar é só um protesto. Pelo sim pelo não vais ao wc. Não queres emergência no meio do trânsito ou no metro. Esperas...nada... puxas... nada... ok, falso alarme. Puxas a roupa para cima e... merda! Literalmente: voltas à casa de partida. Ao fins de uns 10 minutos consideras ser seguro e sais de casa. 

 

Entras no carro ou no metro e adivinha quem bate à porta? ;)

09 de Junho, 2017

A mais triste e cruel realidade....

Vera Gomes

Estive de férias quase três semanas: nada de agulhas, médicos, tratamentos ambulatório. Nada de análises ao sangue, às fezes, anestesias, drogas na veia e sei mais lá o quê que a minha vida se tornou no último ano. Um verdadeiro sossego. Uma normalidade que já nem sabia o que era. 

 

Esta semana já dois dentistas se reuniram em torno da minha boca sem solução aparente para uma causa desconhecida que ninguém arrisca conhecer. Hoje é dia de droga no hospital para habitual dose mensal de Remicade. Nas próximas duas semanas é altura de análises. Depois dois médicos em dois dias. 

 

Sinceramente? Quero de volta as férias. Pelo menos nas férias, nem me lembro de que não consigo passar mais de 3 semanas sem ver médicos, enfermeiros, agulhas e afins. Sinto saudades dessa anormalidade que é o normal da maioria das pessoas...