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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Memórias de um fim de semana que passou

 

 

Gisela João veio mais uma vez a Bruxelas. Mais uma vez eu fui ver. Continuo a achar que Gisela João tem uma simplicidade magnética e põe uma emoção desconcertante quando canta. Tem voz de menina quando fala e um vozeirão quando canta que surpreende tudo e todos. Mais uma vez adorei o concerto. E caso Gisela volte a Bruxelas, eu voltarei também a sentar-me na plateia e a deixar-me encantar.

 

Não faço ideia quem seja: mas bem haja Ferreira Fernandes!

Ah, o que o noticiário de ontem me trouxe de arte e luxúria! Passeei-me pela Holanda, quando ela era grande e não só entreposto de impostos dos outros. Rembrandt em autorretrato, uma mão pousada no nadegueiro da sua mulher Saskia e outra levantando o cálice. Mulheres e copos. Vermeer é mais vinho branco, límpido como as suas sedas. Frans Hals, em Jovem e a Sua Amada, faz ambos de maçãs de rosto tão vermelhas que só pode ser do tintol que o rapaz levanta em glória. Já Gerard ter Borch, pintor dos ricos, só tem garrafas de cristal trazidas por criados. Jan Steen, pintor de tascas (bordeeltjes, cenas de bordel ou tabernas, são mesmo um género da grande pintura flamenga), no óleo Vinho Holandês, com uma bêbada de seio nu e coxas ao léu, homem com a mão marinhando pela perna dela e um querubim, nem 6 anos, já abotoado ao copo. Gabriel Metsu vai com a mulher, Isabelle de Wolf, para a taberna e pinta o casal agarrado, entre si e ao vinho. Copos e mulheres... E eu, confesso, não gastei o meu dinheiro num curso rápido sobre a pintura holandesa. Limitei-me a ler uma brochura da Académie Amorim, fundação de Américo Amorim, um homem do Sul da Europa, grato ao vinho e à cortiça. A brochura chama-se O Copo de Vinho na Pintura Holandesa na Idade do Ouro, porque os verdadeiros europeus estão gratos à grande Holanda. Já para responder a Jeroen Dijsselbloem, um curso rápido de arte portuguesa chegava: um caralho das Caldas para ti, pequeno holandês.

 

retirado daqui

Perdoai-me Senhor...

pag 06 resenha gato-de-botas.jpg

 

Quem me segue nas redes sociais, percebeu que tenho estive em Paris nos últimos dias. Um misto de trabalho com pequenos momentos de prazer. 

 

No Domingo deambulei pelas ruas de Paris e fui, como sempre, a uma livraria que adoro: a Shakespeare & Company. Mas tinha fome. E estava a andar há horas... Por isso sentei-me num tipico cafe parisiense, pedi o que foi um misto de almoco tardio e jantar antecipado. E para sobremessa... Para sobremessa não resisti e emborquei um magnifico gigante e delicioso crepe com nutella. Ora, por onde começar?... Devo evitar a todo o custo açucar, ovos, chocolate...

 

Confesso... senti consciência pesada. Uma fraca! Por ter cedido a tentação! Não fui de meias medidas: pedi a conta, paguei e atravessei a rua. Fui à Notre Dame de Paris pedir

 

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