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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

19 de Janeiro, 2017

Quero férias de mim própria

Vera Gomes

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Eu tenho uma doença crónica como muitos sabem ou já se aperceberam. 2016 na área da saúde foi uma grande bosta. 2017 começou bem, de regresso ao trabalho, com os controlos e procedimentos médicos a deixarem-me respirar um bocadinho. Contudo há uns dias notei um caroço numa perna. Já andava há umas semana com uma irritação na pele na mesma zona. Lá tirei fotos (sempre giro mandar fotos ao médico das minhas pernas) e cseguiu via whatsapp (sim, o meu médico e eu eu comunicamos também por whatsapp) - medicina no século XXI). Lá me acalmou dizendo que era normal isto acontecer e para passar pelo hospital para ele pôr um olhinho.

 

Hoje foi o dia. Entretanto mencionei mais uns sintomas que foram surgindo desde que nos vimos na segunda-feira da semana passada. Resultado: medicação voltou a aumentar e na próxima semana tenho uma colonoscopia  - esse exame que qualquer pessoa adora fazer (ia escrever gay, mas tenho medo de ser acusada de discriminação e sei lá mais o quê).

 

Apesar de ser normal, e do médico ter uma postura preventiva e preferir ter a certeza que não tenho nenhuma recaída, não posso deixar de me sentir... cansada. Não fisicamente que isso a mim dá-me para dormir. Mas a alminha está cansada de hospitais, médicos, exames, tubos, comprimidos e no final há sempre uma merdinha qualquer que mói, que chateia, que rumina. Basicamente... quero férias de mim própria! E pode ser num resort qualquer com um Ambrósio a garantir que o meu copo de margarita ou mojito está sempre cheio!

18 de Janeiro, 2017

Não desapareci....

Vera Gomes

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... só voltei ao trabalho e caiu-me tudo em cima. É tentar actualizar-me de tudo o que aconteceu nos últimos 5 meses, continuar em recuperação das maleitas e gerir a energia ao longo do dia.

 

Basicamente chego a casa e morro para o mundo, nem sequer tenho dado muito uso ao meu portátil. Contudo, estou certa que quando a adaptação ao regresso ao mundo real terminar, voltarei em força e em grande! Mi aguardem! ;)

 

16 de Janeiro, 2017

Da vida

Vera Gomes

Dizem que um homem vendado, se lhe pedirem para caminhar em linha reta, anda em círculos. Porque é que o homem anda em círculos quando fecha os olhos? É um mistério, dizem, mas o homem de olhos fechados caminha para dentro. E o tempo também se dobra, também não anda a direito. O tempo é como um homem de olhos fechados. No fundo anda tudo aos círculos, desde as recordações às histórias. Tudo acaba por se dobrar, um dia.

 

in O Pintor Debaixo do Lava Louças, Afonso Cruz

13 de Janeiro, 2017

Vista do escritório hoje de manhã...

Vera Gomes

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 ... e quando cheguei já a neve tinha começado a derreter.

Mesmo assim, ainda deu para uma rápida batalha de bolas de neve aproveitando para limpar o para-brisas do carro.

 

Dizem os meteorologistas que a neve continuará nos próximos dias. Depois vem um bocadinho de sol (quiçá?) acompanhado de temperaturas máximas que variarão entre os -2 e os -5. Será nesses dias que hiberno como os ursos polares?

12 de Janeiro, 2017

A patente que Portugal deixou escapar!

Vera Gomes

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Uma das vantagens de trabalhar num ambiente multicultural, é que tanto posso almoçar com um italiano, como um francês, como um espanhol. Hoje almocei com um norueguês. A conversa às páginas tantas, chegou a bacalhau. Impossível não me lembrar de imediato dos anúncios publicitários do bacalhau da Noruega e afins. Explicava-me o meu colega que na Noruega comem muito bacalhau fresco e que em Fevereiro abre-se as hostilidades ao consumo do bacalhau.

 

Enquanto ele me explicava tudo e mais alguma coisa sobre o bacalhau (entretanto descobri que ele adora pescar e que trouxe parte do equipamento dele para Bruxelas), na minha cabeça fez-se luz!

 

Em Portugal consumimos bacalhau salgado. Seco e salgado. Depois água e pufff: dass o milagre! Os astronautas também levam comida sem água para o espaço. Logo, os tugas foram os primeiros a usar essa técnica muito antes do Homem se lançar na aventura espacial. Bolas! Deveriamos ter a patente!!!!