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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

20 de Outubro, 2016

A fingir que é um blog de fotografia #1

Vera Gomes

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O outono, só tem três cores, diz o Santiago. Três, é uma forma de dizer, há muitas mais, mas para ele aquelas três cores são o Outono. É o que diz à Laura quando vai passear com ela no jardim. Diz-lhe que as cores são o amarelo quente, cor de açafrão, o castanho doce, cor de mel, o vermelho nobre, cor de ameixa. Estas são as três cores de um quadro chamado Outono, e o pintor é o vento, que as mistura, que as mescla sem ordem. O Outono é um quadro sem moldura, pode-se viver dentro dele, diz o Santiago…

João Morgado

19 de Outubro, 2016

Ben Harper: não me fazes nem um filho!

Vera Gomes

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Já que hoje estamos numa de concertos, aqui fica a minha opinião sobre o concerto de ontem do Ben Harper: um flop!

 

A casa estava cheia e pronta para vir abaixo com o concerto. As hostes animadas, entusiasmadas com a ideia de ouvir o grande Ben Harper. Contudo, os protagonistas deste concerto foram na realidade o baixista e o senhor da percussão (que agora não me lembro do nome) que claramente usufruiram muito mais do concerto que a plateia. Sinceramente, o concerto todo parecia que Ben e o seu grupo de amigos estavam a curtir uma cena qualquer e que nós plateia eramos uns meros voyeurs a espreitar pela

 

 

19 de Outubro, 2016

Zambujo: és o maior!

Vera Gomes

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Na semana passada tive oportunidade de assistir a um concerto do António Zambujo em Bruxelas. Escusado será dizer que a sala, esgotadíssima, estava repleta de portugueses. Uma mão deveria chegar para contar os estrangeiros presentes. Zambujo levou-nos numa viagem pelos seus vários albúns embora não tenha interagido muito com a plateia (a Gisela João, por exemplo, conversa imenso com a plateia entre as canções), mas quando o fez, fê-lo com um grande sentido de humor sacando risadas da plateia.

 

 

Foi um concerto de nos deixar bem dispostos e para surpresa minha, no regresso de uma ida ao wc, tinha o G. a filmar uma das versões do António Zambujo que adoro. Adorei o concerto, a sonoridade, as brincadeiras musicais do Zambujo. O últim albúm dele, o Sexto, esse terei de o comprar quando for a Portugal, porque no fim do concerto haviam apenas 5 cd's à venda e nenhum era o último.  

 

 

18 de Outubro, 2016

Assim é o Outono por estas bandas

Vera Gomes

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Aproveitando o que será provavelmente um dos últimos dias de Sol por estas bandas, saí à rua de máquina fotográfica em riste e fui até à Foret des Soignes. Continua a ser um dos meus locais preferidos em Bruxelas, facilmente acessível por carro ou metro. Seja qual for a altura do ano, presenteia-nos com vistas magnificas que apela mesmo a que se tirem fotografias sem parar de disparar. Depois de uma hora de passeio por uma (pequeníssima) parte da floresta, e de eliminar algumas que claramente denunciam uma fotografa a precisar desesperadamente de aulas de fotografia, tinha 164 fotografias no cartão. 

 

Se este ano nevar cabalmente em bruxelas, será sem sombra de dúvida um sítio a voltar com máquina fotográfica e um cartão SD vazio. Que se em Outono foram bem perto de umas 200 fotos, com neve devo enchê-lo!

 

17 de Outubro, 2016

A Incógnita Cardíaca: fadista ao vosso dispôr

Vera Gomes

Cruzei-me recentemente com uma fadista daquelas que jamais se esquecem: a incógnita cardíaca. Incógnita porque nem os músicos que estavam com ela sabiam o nome dela, nem a senhora disse qual o seu nome. Cardíaca, porque tem problemas cardíacos. E não só. Durante uns 15 minutos de espectáculo, a Incógnita Cardíaca partilhou com a audiência o que lhe ia na alma: em canção e em monólogo. Apesar do espéctaculo ter começado com qualquer coisa como 30 minutos de atrasao, ficamos a saber que a senhora faz do fado a vida dela há muitos anos e que chegou atrasada mas a culpa não é dela. Sim, não é dela, e cito: "desculpem o atraso. O mundo artístico chega sempre atrasado. A culpa não é minha, não é de vocês: é de toda a gente". Perante isto, pouco mais existe a dizer....

 

Os 15 minutos de espectáculo que podemos assitir (sim, eramos um grupo de 4 que estavamos tão pasmadas que mal conseguiamos falar) ouvimos queixas de toda a sorte. Basicamente, a pausa entre cada canção era preenchida com um rol de queixas que ia desde o dito atraso, aos problemas de saúde, às vivências mundanas do dia a dia. Creio poder concordar totalmente com a senhora: o fado é a vida dela. E está tão enraizado que é-lhe díficil estar mais de 15 segundos sem se queixar da má sorte ou sem deixar transparecer o seu... fado. 

14 de Outubro, 2016

Da morte

Vera Gomes

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Para mim, o mais estranho depois de uma pessoa morrer é olhar para os seus sapatos. É a coisa mais triste que há. Como se a sua personalidade permanecesse nos sapatos. Nas roupas, não. É nos sapatos.  Ou num chapéu. Ou num par de luvas. Imaginem uma pessoa que acabou de morrer. Ponham o seu chapéu, as suas luvas e os seus sapatos em cima da cama e enlouquecem. Não o façam. Seja como for, os mortos sabem de coisas que vocês não sabem. Talvez. 

 

in O Capitão saiu para almoçar e os marinheiros tomaram o navio de Charles Bukowski

13 de Outubro, 2016

A fingir que isto é um blog de culinária #4

Vera Gomes

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A minha ambição por encontrar coisas que possa comer sem que me façam mal continua a todo o vapor. Basicamente a cozinha cá em casa transformou-se em toda um laboratório de experiências culinárias, umas mais agradaveis do que outras, umas para repetir outras nem por isso, mas sobretudo, todas comestíveis. 

 

A minha última tentativa, e porque o Outono chegou, foram bolachas de abóbora e canela! Mal vi a receita (que podem

 

12 de Outubro, 2016

O outono visto da minha janela

Vera Gomes

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Tenho uma cadeira de baloiço, concretização de um desejo antigo, que comprei passado algum tempo de me ter mudado para Bruxelas. Foi uma espécie de compensação a um coração com saudades de Lisboa, sol, boa comida e amigos. Quando mudei para a casa onde vivo agora, coloquei-a junto à janela. (Note-se que por cá as janelas são tamanho XXL). Gosto de me sentar na cadeira, e entre baloiços tais quais soluços, ir deleitando-me com um livro, um chá quente e a vista para a árvore do outro lado da rua. Vejo as estações do ano a passarem por ela, como a luz do dia e do sol poisam nas folhas e nos ramos. 

 

O Outono chegou e eu vou vendo-o pela minha janela, sentada na minha caneca a bebericar um chá quente. Vejo as folhas da minha árvore a ficarem douradas pela luz do Sol e a cairem de cansaço de quem espera mas não alcança.