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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

10 de Agosto, 2016

Em estado de choque

Vera Gomes

 

É impossível ver as fotos dos incêndios em Portugal, incluindo na Madeira, e não sentir um aperto no coração. Saber que a maior parte destes incêndios foram ateados de propósito deixa-me doente. Como é possível que gentinha sem mais nada do que fazer e claramente a bater mal da cabeça, provoque propositadamente este caos e sofrimento, não só nas populações, mas também nos coitados dos Bombeiros que não têm mãos a medir? Há estragos, há mortes, há pessoas que perderam o trabalho de uma vida.

 

Sinceramente espero que apanhem os palermas que causaram toda esta destruição e sofrimento. Mas não os enfiem numa cadeia: ponham-nos a fazer a reflorestação dos locais que eles causaram incêndio! 7 dias por semana, 12h por dia. 

08 de Agosto, 2016

Tivesse eu talento, e tinha sido eu a escrever isto!

Vera Gomes

A única concessão que me lembro de ter feito deveu-se a uma ameaça de excesso de peso (sou um convencido, como Cyril Connolly, de que "a obesidade é uma doença mental") que me levou a inscrever-me num ginásio, onde um tarzan sem miolos fazia suar quinze idiotas uma hora diária, ao compasso dos seus rugidos, exercitando umas simiescas contracções a que ele chamava aerobics. O suplício ginástico confirmou todos os meus preconceitos contra o homem-rebanho.

in, Os Cadernos de Dom Rigoberto, de Mário Vargas Llosa

05 de Agosto, 2016

Prometido é devido: 3 aplicações para meditar

Vera Gomes

Já escrevi aqui aqui sobre a meditação e porque motivo a faço. Como pedido e prometido, deixo aqui algumas das apps de meditação que usei, uso ou pretendo experimentar. Na minha opinião, cada um se identificará mais com um outro determinado método utilizado. Por isso, experimentem sempre mais do que uma.

 

Calm

Dizem que nao há amor como o primeiro. A Calm foi a primeira aplicação que descobri e tem sido a minha fiel companheira e a que uso mais. Está disponível na Apple Store,

 

04 de Agosto, 2016

A fingir que isto é um blog de culinária

Vera Gomes

(Re)Descobri recentemente a maravilha da aveia. basicamente nos últimos anos sempre que comia aveia não me sentia lá grande coisa. Entretanto nos últimos meses tanta coisa mudou nas minhas intolerâncias que dei uma nova oportunidade à aveia. Comecei pelo leite e passei de seguida às papas de aveia ao pequeno almoço. Correu tão bem que estou rendida!!!! Como estou com uma dieta tramada para recuperar em pleno a vigoridade da saúde, há alguns desafios a superar: nada de bananas, ovos, açucar, leite de vaca, chocolate e ao pequeno almoço, nada de fruta.

 

O açucar substitui por agave. Entretanto, já experimentei papas de aveia mais simples do mundo (leite de aveia com aveia). Uma vez juntei maçã e canela (foi uma espécie

 

03 de Agosto, 2016

Da política e da sociedade nos dias que correm

Vera Gomes

Um rebanho, como se sabe, é composto por gente sem voz própria e de esfincter mais ou menos débil. É um facto comprovado, aliás, que, em tempos de confusão, o rebanho prefere a servidão à desordem. Daí que aqueles que agem como cabras não tenham líderes mas sim cabrões. E alguma se nos deve ter pegado dessa espécie quando no humano rebanho é tão comum esse dirigente capaz de conduzir as massas até à beira do recife e, uma vez ali, fazê-las saltar para a água.

 

in Os Cadernos de Dom Rigoberto, Mário Vargas Llosa

02 de Agosto, 2016

Trabalhar no Verão também é isto

Vera Gomes

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Pearl Jam como banda sonora e altura de limpar a secretária. É um ritual anual: limpar a secretária de todo o papel acumulado ao longo de um ano e que já não é preciso. Acalmem-se: na Bélgica é obrigatória a reciclagem, por isso está tudo no caixote do lixo amarelo. (Cá o amarelo é para o papel e o azul para o plástico e latas). Por isso, faz parte do kit de boas vindas cá no estaminé, além das canetas, lápis e papel, um balde para lixo indeferenciado e um balde amarelo para o papel (e junto aos elevadores há o contentor para os plásticos).

 

Agora que a secretária está limpa e parece maior, sinto-me (ainda mais) pequenina, mas muito mais entusiasmada para a reentré que promete ser intensa e cheia de novidades!

01 de Agosto, 2016

Os Cadernos de Dom Rigoberto

Vera Gomes

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Terminei-o este fim de semana e acabei de descobrir que deveria ter lido primeiro o Elogio da Madrasta. Mesmo assim, Mário Vargas Llosa não desilude e escreve um livro que entre considerações do Dom Rigoberto, da Lucrécia e do Fonchito, consegue transportar-nos para um mundo suis generis como só o Mário consegue criar. Admirio bastante a técnica que usa várias vezes: escrever trejos de histórias paralelas que nas últimas páginas do livro se ligam e encaixam na perfeição.

 

Partilho uma das partes que me fez dobrar o cantinho da páginas e mais abaixo podem ler a sinopse do livro.

 

Tenho o feiticismo dos nomes, e o teu enleva-me e enlouquece-me. Rigoberto! É viril, é elegante, é brônzeo, é italiano. Quando o pronuncio, em voz baixa, corre-me uma cobrazinha pelas costas e gelam-se-me os calcanhares rosados que Deus (ou, se preferes, a Natureza, descrente) me deu. Rigoberto! Ridente cascata de águas transparentes. Rigoberto! Amarela alegria de pintassilgo a celebrar o sol. Onde estiveres, estou eu. Quietinha e apaixonada, eu aí.

 

Mario Vargas Llosa ao criar em Os Cadernos de Dom Rigoberto um mundo de erotismo, sensualidade, desejo e paixão, transporta o leitor para todo um universo de sonho ousado e arrojado, criado pela imaginação fértil de um reservado corretor de seguros. Um livro que é a apologia perfeita do amor em estado puro.


 

 

 

 

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