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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

06 de Outubro, 2013

O dia em que tratei "insólito" por tu

Vera Gomes

 

 

 

Hoje resolvi sair de Bruxelas e ir até Charleroi visitar a Thales Alenias Space Belgium (TAS) que, por ocasião do seu 50º aniversário, abriu a portas e proporcionou visitas guiadas. Mas já lá vamos...

 

Lá fui apanhar o comboio ao centro de Bruxelas e mal ponho o pé no comboio começou. Lá ia eu toda lampeira para me sentar e eis que está ali um telemovel dentro de uma bolsa. Ainda tentei perceber quem era a pessoa que estava ali sentada. Mas perguntei a um surdo-mudo e entretanto o comboio arrancou. Ainda pensei em dá-lo ao revisor, mas... se calhar com o artigo ainda recente de que os Portugueses são os maiores desonestos que por aí andam, pensei que aqui... a coisa não deve ser muito diferente. Resolvi então percorrer a lista de contactos à procura de um nome que soasse a algo tipo "mãe" ou "pai" ou "namorada". Pois... desde os contactos as sms... tudo em neerlendês. Resolvi então, mandar uma sms de resposta a uma recebida hoje de manhã no meu melhor francês (que obviamente para esta gente é do pior). Escrita inteligente. Em neerlandês. Depois de muito custo lá consegui escrever uma mensagem em francês coisa coisa tipo: "encontrei este telefone na estação (não me lembrava como escrever comboio em francês). Se puder avisar o proprietário, obrigado".  Eis que passado uma meia hora, recebo um telefonema nesse mesmo telele e lá combinamos que no regresso a Bruxelas nos encontrariamos para devolver o telefone. Tudo... no meu espetacular francês....

 

Entretanto, feliz e contente por ter levado o meu livro lá peguei nele para (finalmente) o terminar. Pois... Não! A miuda que se sentou no banco da frente achou giro brincar comigo. E eu lá brinquei com ela. "cucu madame" e era impossível resistir-lhe. Mas... pior foi o Trio Odemira do século XXI que entrou no comboio. Três estarolas com ar de quem tem tinha bebido muito, dormido pouco e snifado ainda mais, com vestimentas saidas directamente do gueto no Bronx a dar música ao pessoal. "Aqui também têm a mania de pôr o som nos telemoveis alto!". Não meu caros. Redondamente enganada! Estes meninos metem no bolso pequenino das calças os tugas que andam a dar musica no autocarro com o telemóvel. Estes meninos traziam uma coluna. Tipo Buffer. Daquelas que dão som à séria! E a música? Do pior que se pode imaginar. Nem consegui perceber que tipo de música era aquele! E sim... não era só no comboio que davam música às almas. Cruzei-me com eles noutra ocasião e lá estavam eles: com ar de quem a ressaca vai demorar a chegar a transportar a coluna de som com eles...

 

Entretanto, quando cheguei a Charleroi era altura de perceber que autocarro apanhar para ir até à TAS. Lá me indicaram, depois de alguma espera. Pedi ajuda ao motorista para me dizer em que paragem descer que sorriu simpaticamente e "claro que sim". E de facto lembrou-se. E disse-me para sair numa paragem. Uns 5kms depois do sitio certo! Lá andei, andei, andei ate FINALMENTE chegar à TAS. 

 

A visita foi gira, com os próprios colaboradores da empresa a explicarem o que faziam e como funcionava. Iamos de estação em estação e lá estava um colaborador sorridente a mostrar e a explicar e a responder a questões. Ao fim de 15m as minhas pernas já não aguentavam mais tendo em conta a caminhada. Lá fiz umas batotas e saltei uns pit-stops.... :(

 

Antes do regresso a Bruxelas ainda deu para estar uns 15m ao sol (raridade nos dias que correm e nos tempos que se avizinham) e lá fui para o comboio. Saco do livro, afinal a viagem é 1h e em 60 minutos muita coisa se lê, e preparo-me para a viagem. Relaxante. Pois... Não! Entram quatro personagens directamente de África, a falar uma língua que não faço ideia qual seja, mas se aquilo era francês, (ó meu Deus!) eu sou francófona e foram todo o santo caminho a conversar. Alto e bom som, claro, que a carruagem tem direito a ficar intrigada. Claro que um dos individuos, com um timbre de voz que ressoava na minha caixa craniana como se tivesse a assassinar o meu neurónio através de vibrações, sentou-se meeeesmo atrás de mim. Adeus sossego. Adeus leitura. Adeus viagem relaxante!

 

Por fim, lá cheguei a Bruxelas e devolvi o telefone ao senhor que esperava por mim com a sua mulher. Um casal belga (afinal existem belgas!), amoroso que... compraram um pacote de trufas para recompensar a minha honestidade. E eu, que estava feliz por estar a fazer uma boa acção e devolver o telefone a seu legítimo dono, e que só queria um obrigada. 

 

(qualquer erro ortográfico, desculpem lá, mas não estou com ganas de revisões editoriais, portanto.... vai mesmo assim!)

03 de Outubro, 2013

Manual de Boas Maneiras para turistas Chineses

Vera Gomes
02 de Outubro, 2013

Insólito doloroso na cadeira do dentista

Vera Gomes

1h10 a levar anestesia no dentista. Desisti. Já não aguentava nem mais a ideia sequer de sentir um pedacinho de dor cada vez que a dentista certificava-se se a anestesia já estava a resultar. 1h10. Não aguentei mais e preparo-me agora para outra ida daqui a uns dias para ver se a coisa funciona. Antibiótico, anti-inflamatório/ analgésico e veremos se daqui a uns dias a coisa pega. Certo é que sai do consultório com metade do rosto numa espécie de paralisia. Dente que interessava a dormir é que nem por isso.

 

Dores, não sinto. Nem sentia antes. Mas dava jeito que os nervos do dentes dormissem para poder fazer o tratamento....

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