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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

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09 de Junho, 2012

Açores II

Vera Gomes

O segundo dia na Terceira foi looongo, interessante e também um pouco (muiiito) cansativo.

 

O dia começou com uma incursão pela mercearia em frente a casa. E... sabiam que existe coco laranja, verde e castanho além do tradicional branco? Amei os pacotes de iogurte liquido aqui dos Açores não só é delicioso como com bom preço. O total de compras foi de 1,97€ por: 1 iorgurte liquido (200ml), um santal, duas carcaças e 1 pacote bolachas tuc.... Pensei que se tinham enganado...

 

Ora lá aproveitei para tomar o pequeno almoço num banco de jardim ali no largo da Igreja Matriz, para visitar o Império ali ao lado, os frescos que estão a ser recuperados na Igreja e depois parti à aventura. E que aventura, meus caros leitores! Vi paisagens lindissimas mas a verdade é que ao fim de 2h a andar a pé continuava no meio do  nada e vi-me de repente no meio de nuvens. A humidade é um grande inimigo aqui: cansa sem que sintamos cansaço muscular. Tira-nos o fôlego e deixa-nos... húmidos. Resolvi parar junto à Maria Vieira (uma espécie de santuário aqui na Ilha. Segundo consta, uma rapariga - presumo que a Maria Vieira - foi violada e morta no local onde anos mais tarde se deu um milagre. É desde então local de peregrinação, uma dos mais importantes na Terceira). Lá parei a pensar no que faria: se voltaria para trás se ficaria ali onde me poderia abrigar caso começasse a chover. Acabei por regressar e não foi fácil! Enquanto estava na Mara Vieira coloquei uma mensagem no facebook a dizer que estava perdida na Terceira no meio do nada. E os meus amigos, queridos como são, deram-me sugestões de locais a visitar e exprimiram a sua inveja por não estar no meu lugar. EU ESTAVA PERDIDA, PÁ! Mesmo no meio do nada.

 

Depois de um almoço com pessoas simpáticas que por cá habitam, seguiu-se o Monte Brasil, local de visita obrigatória não só pela paisagem (quando cheguei estava nublado, mas depois abriu), mas também pelas peças de armamento da Segunda Guerra Mundial que ainda lá existem. O Monte Brasil tem também uma cratera de vulcão (onde se situa a carreira militar de tiro) e uma espécie de mini-zoo. Muito engraçado, sobretudo termos passado seguramente uns 45m a subornar o pavão para abrir a cauda e conseguirmos uma foto de jeito...

 

Ponto paragem seguinte as Furnas de Enxofre. Sinceramente... nada de especial. Paisagem gira, cheiro a exonfre, um fumo aqu e acolá, bom concerto de sapos e rãs. Dizem que as de S. Miguel são muito mais interessantes. De seguida, um passeio pela Ilha a caminho dos Biscoitos. Segundo me contaram os Biscoitos são o Algarve cá do sitio. E ó meus amigos, aquilo são pedragulhos pretos com cimento entre eles a fazer de praia.... é giro porque formam uma espécie de piscinas naturais mas é uma zona rochosa, muito ventosa. Contudo, senhoras muito simpáticas a vender artesanato e produtos alimentares aqui da terra.(Mãezinha já comprei um iman para o teu frigorifico com vacas e tudo)

 

Paragem seguinte: Praia da Vitória. Cidade (?) muito pacata à beira mar com uma animação nocturna que mais tarde se provou.... peculiar. Um miradouro imponente que merece visita e de onde se consegue ver toda a cidade e porto além da zona montanhosa da ilha. A cidade mais próxima da Base das Lajes e por isso extremamente frequentada por americanos (que se topam ao longe) e militares portugueses. Jantarito foi ali mesmo às portas da Base no Press Pizza, uma espécie de pizarria italiana nos Açores com um je ne sais quoi de americano: o tamanho das doses, o sabor do hamburguer de frango, os copos industriais de coca-cola....

 

E ao jantar  em boa companhia foi ponto de partida para uma saída nocturna, para Praia da Vitória, claro.

 

Hoje é visita ao Algar do Carvão e às Grutas de Natal, onde é Natal todo o ano! : )