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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

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22 de Agosto, 2008

Os sindicatos e os Mc clichés, por Camilo Lourenço

Vera Gomes

José Sócrates voltou de férias como partiu: em forma e a fazer propaganda (lançamento do "call center" da PT em Santo Tirso). Os sindicatos voltaram de férias como partiram: fora de forma. Em vez de centrarem as críticas no que interessa (o "call center" só abrirá no segundo semestre de 2009), resolveram condenar o emprego precário.

Os sindicatos ainda não perceberam que, na economia actual, qualquer emprego é precário. E que não há lei da AR que mude isso. Os "call centers" não dão emprego qualificado?

Não, mas dão muito jeito. Sobretudo em zonas onde deixou de haver indústria e onde a reconversão profissional vai demorar anos. Os salários são baixos? Depende. Em Santo Tirso vão começar nos 700 euros e em Gouveia, onde a EDP abriu um "call center", ficam acima dos mil euros. Não são fortunas.

Mas mil euros fora das metrópoles, onde o custo de vida é mais baixo, não é nada que se deite fora (quanto é que os operários de Santo Tirso ganhavam nas empresas que fecharam…?).

Criticar "call centers" é uma leviandade. É melhor empregar alguém num "call center" do que sustentá-lo a subsídio de desemprego: poupa-se dinheiro e transforma-se um ocioso num elemento útil à sociedade.

Infelizmente, os sindicatos não percebem isto. Preferem o cliché do emprego precário e dos "Mc jobs". Já agora, por falar em "Mc jobs", 80% dos empregados da Mc Donald's em Portugal não tem contratos a prazo: são efectivos.

 

(in Jornal Negócios Online)

 

(negritos e sublinhados são mesmo de minha autoria....)