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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Pêlos & Joelhos

Para os que não sabem, há mês e meio que frequento os meandros dea fisioterapia na tentativa esperançosa de recuperar a boa forma do joelho que em Tancos foi contra um muro.

Só o local em si (o da fisioterapia) dava para escrever um livro. As pessoas que lá frequentam davam uma enciclopédia. Os terapeutas uma colecção tipo Planeta Agostini. Mas hoje resolvi focar num aspecto que me tem perturbado. Uma visão que ficou gravada na memória.

Estava lá eu deitada a receber choquezinhos eléctricos nos meus tendões quando vejo passar umas costas peludas. Bah! Costas peludas! Na semana seguinte, as costas peludas deitaram-se na maca ao lado da minha e para meu espanto, está a fazer fisioterapia ao joelho. Portanto: alguém me explica porque motivo o senhor anda em tronco nu, se a fisioterapia é ao joelho e ele já está de calções?

Definição de "caralho"

Tropecei num blog chamado Yogurte de Cebola (http://yogurtedecebola.blogs.sapo.pt) e encontrei uma definição que me fez esboçar sorrisos, principalmente por aqui em Lisboa não entenderem a expressividade de nós tripeiros. Aqui fica para a posteridade:

"Definição de Caralho.

Afonso Praça escreveu um "Novo Dicionário de Calão" que merece compra, consulta e leitura. Não é obra perfeita. Existem falhas. A maior delas encontra-se na pág. 61 e respectiva definição de caralho".
Ouçamos: "Termo chulo para designar o pénis; usa-se também como expressão de irritação ou revolta". Certo. Parcialmente certo. Mas só parcialmente. Afonso Praça não teve cuidado com os regionalismos.
Não olhou, por exemplo, para o Porto. O "caralho" do Porto não é um "caralho" qualquer. Nem sequer é expressão de "irritação" ou "revolta". O "caralho" do Porto não agride. É um "caralho" meigo, nobre, íntimo, expressão sincera de amizade. No Porto, quando ouvirem chamar pelo "caralho", convém olhar para trás. O "caralho" podemos ser nós. O "caralho" é um tratamento entre amigos que se amam e respeitam. Como "caralho" que são. Ser um "caralho" é ser amigo de alguém. No fundo, é ser amigo de um outro "caralho". Aliás, a expressão tem um significado tão profundo, que é sempre acompanhada de um possessivo.
Ninguém é, simplesmente, "caralho". Quando um portuense chama o "caralho" do amigo, trata-o sempre por "meu caralho", ou "seu caralho".
Há um sentido de posse entre "caralho". Os "caralho" pertencem-se.
- Onde é que andaste, meu "caralho"?
- Por aí a pastar. E tu, seu "caralho"?
Claro que existem excepções. Nem toda a gente chega ao estatuto de "caralho". No Porto existem também os "caralhos" em potência: são os "caralhotes" (que Afonso Praça igualmente esquece).
Um "caralhote" é alguém que tem todas as condições para ser "caralho" mas ainda não chegou lá.
Talvez com a idade. Talvez com a experiência. Ou talvez nunca. Um "caralhote" pode transformar-se em "caralho" - ou não. Se falhar, não fica "caralho" - isso é que era doce! Se falhar na carreira da "caralhice", torna-se na mais reles espécie de "caralho" que existe sobre a Terra.
Torna-se azedo. Pulha. Inimigo do seu amigo. Transforma-se num "caralhão".
- Quem é aquele "caralho"?
- Aquele "caralho"? Aquele "caralho" é um "caralhão" de primeira. Nem te conto.
O ideal, portanto, é começar por ser "caralhote" e dar o salto para o "caralho", fugindo dos "caralhões". E como é que isso se faz? Eu só conheço uma maneira: evitando "encaralhar"."

Dúvida...

"Foi em Setembro que te conheci
Trazias nos olhos a luz de Maio
Nas mãos o calor de Agosto
E um sorriso
Um sorriso tão grande que não cabia no tempo
Ouve, vamos ver o mar
Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar
Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio
Por unir as nossas bocas
E eu aprendi a amar

REFRÃO: Sim eu sei que tudo são recordações
Sim eu sei é triste viver de ilusões
Mas tu foste a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu

Foi em Novembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos o mês frio de Janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio
Falei-te do vento norte
Não, não me digas adeus
Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus
Amei como nunca amei
Fui louco, não sei, talvez
Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco
Amar-te-ia outra vez"

Recordar é Viver - Vitor Espadinha

Será que é melhor o Vitor Espadinha actualizar a letra da música que o imortalizou? É que com as alterações climáticas, a letra já não faz muito sentido...