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Super Coach do Cocó

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça." (ex-Escadinhas do Quebra Costas)

Super Coach do Cocó

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça." (ex-Escadinhas do Quebra Costas)

28 de Janeiro, 2007

Tia Rosa

Vera Gomes
Cá estava eu, tranquila no mundo dos sonhos quando fui interrompida por uma bater timido na porta. Esperei uns segundos a tentar perceber se seria sonho ou se realidade. Para grande desgosto meu, era realidade. Contrariada levantei-me da cama, desci as escadas em direcção à porta ainda a tentar decolar as pestanas superiores das inferiores. Abri a porta e ia morrendo de susto.
Há minha frente estava a Rosie da série Will & Grace. Sim, estava à minha frente uma mulher gorda, de bigode e óculos escuros, com péssimo gosto para moda. E perguntou-me: "É aqui que mora a Tia Rosa?" Aparvalhada e sonolenta disse-lhe que não e fechei a porta.
Meu caros amigos, ainda estou traumatizada por este encontro de 279364º grau. Isto aconteceu ontem de manhã, mas só hoje fui capaz de escrever esta minha experiência astral.
26 de Janeiro, 2007

Fernando Pessoa - O Amor quando se revela

Vera Gomes
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
23 de Janeiro, 2007

A Língua Portuguesa no seu esplendor

Vera Gomes
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Há frases que marcam toda a diferença. Basta viajar por este vasto Portugal para admirarmos a eloquência da língua portuguesa.
Note-se que se trata de um quadro bordado a ponto de cruz. Há que dar o louvor necessário à pessoa que bordou o quadro pela dedicação e atenção que empregou nesta obra de arte.
22 de Janeiro, 2007

Alandroal e Mertolas

Vera Gomes
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Sabado de sol, dia de passeio! E nada melhor para descontrair de uma longa e dura semana de trabalho, nada melhor que uma boa refeição com oa amigos seguido de algumas "Mertolas" em terras espanholas!
17 de Janeiro, 2007

Poema

Vera Gomes
"Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo."
11 de Janeiro, 2007

Porque ando numa de poesia...

Vera Gomes
"Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco."

Carlos Drumond Andrade
09 de Janeiro, 2007

Há palavras que nos beijam...

Vera Gomes
Cheguei a ter medo de te perder
Tu não chegaste sequer a ter medo.
Este silêncio de já não termos palavras
Ouve-se nas outras palavras que trocamos.

Miserável mundo nosso e alheio,
Igual ao que todos disseram da sua época,
E pior, porque este vivemos nós
E conhecemos nós, cada um conforme pode.

Já morreram os ídolos todos da infância
E os da adolescência vão a caminho,
Sobrevivente é o teu olhar cego
(hoje já só há um dos Righteous Brothers)

Na feira das velharias uma caixa
Para tabaco com uma rosa verde.
Tem o preço ainda em escudos, uma falha
Num dos cantos, uma pequena cruz em cal.

Permaneces aí, à lareira, lendo livros vivos
E o seu turbilhão de palavras profundas.
Nunca mais chega o medo de nos perdermos,
Eco um do outro em ricochete de silêncios.

Helder Moura Pereira (1949), in Mutuo Consentimento

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