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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

31 de Agosto, 2006

As crianças são o futuro

Vera Gomes
Estava eu a acabar de escrever meu pesadelo com formigas, não pude deixar de reparar na filha de uma funcionária que se encostou à secretária da minha colega. De facto os filhos aprendem com os pais. Braços cruzados e discretamente a olhar (à descarada) para aquilo que a minha colega estava a fazer. Tendo em conta que grande parte da malta é cusca até dizer chega, diria que esta miúda no máximo com uns 6 anos, estáno bom caminho. E segue o que a mãe lhe diz....
31 de Agosto, 2006

Formigas

Vera Gomes
Há três dias que as formigas invadiram a minha casa de banho. No primeiro dia, matei uma porrada delas, Às 8 da matina lavei a casa de banho toda com lixivia na esperança queo cloro impedisse-as de voltar. Para meu desespero voltaram no dia seguinte. Vieram ao funeral das comadres. Mais uma vez, insecticida, lixivia, água e nada. No dia seguinte voltaram. Desta vez, parti para as mesinhas caseiras queentretanto me haviam sugerido: sal, pimenta, enfim, uma panóplia de condimentos, mas elas lá continuaram...
Depois de todas as tentativas para as erradicar, atrevo-me a dizer que as formigas estes ano desenvolveram a indústria genética do formigueiro e ganharam resistência a tudo e mais alguma coisa. E pior, nem consigo perceber de onde vêm!!!!
28 de Agosto, 2006

Fui à dentista...

Vera Gomes
...E paguei como gente muito grande! Um roubo! Corra, Sr. Polícia, que ainda a apanha! Pela primeira vez na minha vida paguei uma consulta na totalidade do meu bolso e ia morrendo ali mesmo de ataque cardíaco. Depois de ter estado uns 40 minutos de boa aberta, a sugarem-me mais a língua do que a saliva, cobraram-me a módica quantia de 160€ e, note-se, com desconto! Eu gosto muito de mim, mas não me parece que o meu dente valha esse preço!
20 de Agosto, 2006

Há coisas que ninguém suporta

Vera Gomes
Este fim de semana fui confrontada com uma realidade que por muito ternurenta que possa ser é muito mais assustadora. Quem me conhece sabe que até sou um pouco tolerante com miúdos e com a terceira idade. Contudo existem situações, que desculpem lá, mas não!
Ontem estava eu a chegar a casa do supermercado e fui confrontada com uma senhora com uma certa idade na conversa com o fulano, também de certa idade, que resolveu regressar ao seu habitat de imundice e falta de condições (entre as quais, a água canalizada).
Como se não bastasse vê-lo sempre que abro a porta, porque ele resolve sentar-te a ver televisão de porta aberta (que fica mesmo em frente à minha) e vê-lo de tronco nu (não há terapia que me livre dos pesadelos), ainda tenho de ouvir os namoriscos dele.
Pelo que percebi a Senhora é viúva e lá estava ele a fazer-lhe a folha a dizer que ela devia procurar alguém para lhe fazer companhia nesta fase da vida, coisa e tal. De facto, existem coisas que ninguém se esquece, como por exemplo: deitar o barro à parede para ver se ele cola!
O lamentável da situação, é que mesmo dentro de casa ouvi a conversa toda e sinceramente, a ideia é tudo menos agradavel. Já estou a imaginar a lista de casamento deles. Em vez de ser na Vista Alegre ou no Gato Petro passa a ser na Farmácia Central. E em vez de trocarem alianças no altar trocam de dentaduras.
Todos temos direito a ser felizes ao lado de alguém, desde que esse alguém seja eu a ouvir o vizinho a bater o couro!
11 de Agosto, 2006

Tenham calma: isto é Lisboa!

Vera Gomes
Hoje estava eu ainda meia a dormir à espera do autocarro e passou por mim um grupo de moçoilas em idade casadoira que enganaram-se na cidade. Passo a explicar: as moçoilas eram negras, trajavam umas amostras de tecido reduzidas tipo Jennifer Lopez ou Beyoncé nos seus clips mais arrojados. Devo salientar, que estamso em Lisboa e não no Bronx, Nova Iorque onde esse tipo de indumentária é uso corrente. A não ser que Lisboa se tenha tornado num geto gigante e não tenha dado conta...
05 de Agosto, 2006

Típico

Vera Gomes
Quem me conhece sabe que descobri a maravilha de não cozinhar. Como o frigorifico estava vazio, resolvi passar no supermercado no regresso a casa para abastecer o dito cujo. Lá me deparei com o sr. empregado Mais Graja Não Há Até Mete Nojo, que no fundo até simpático, mas de tanto querer agradar até chateia. Com quem ainda não me tinha cruzado é a Sr.ª que deambula pelos corredores do Pingo Doce horas a fio. Hoje estava particularmente conversadora e resolveu mandar "bitaites" a torto e a direito. Quanto mais me afastava, mais ela se aproximava de mim. Aquela senhora de uma certa idade e sem dente tem um poder de fixação maior do que uma lapa. Qual super cola três qual quê?! Aquilo sim é que é "cola"!
Depois de inumeras tentativas do Sr. Empregado, lá conseguimos que ela mudasse de alvo para a traseunte que ia a passar. E perguntou-lhe com toda a convicção de que aquela pessoa sabia a resposta: "Já há pão quente?" E quando a outra retorqiu "Não sei. Acabei de entrar na loja", a Lapa indignou-se, insultou, e praguejou conta a ignorância de quem não tem uma reposta cabal para lhe dizer.

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