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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

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Hoje sai de casa para comprar chá, uma vez que não havia mais chá preto. Quando dei por mim estava numa espécie de armazém denominada por "Hiper Gémeos Ferreira" (sim prima, vim ao Norte, mas como sempre a fugir mal tempo tive para a familia de parentesco mais chegado).
Fiquei maravilhada com os produtos existentes. Diria mesmo estonteada com a beleza dos mesmos. As pessoas que deambulavam pelos corredores demonstravam claramente o grau de interesse que possuem como ser humano. O sotaque puramente nortenho, as escolhas que faziam deixaram-me verdadeiramente boquiaberta.
Como creio que existem coisas que valem a pena recordar, eu e a minha mãe começamos a realizar um catalogo dos produtos mais magnificos e belos que estavam expostos. Portanto, de telemovel em punho fomos percorrendo os corredores enquanto catalogavamos os produtos.
Eis que passou por nós uma amiga da minha mãe que irnocamente lhe disse que estavamos deslumbradas com a beleza do cesto adornado a penas que segurava. A senhora (loira de cabelo e não só) concordou com ela. Eu olhei para a minha mãe, a minha mãe olhou para mim. Diz-lhe a minha mãe "estamos a gozar". A Loira, soltou uma "aahhhh!" de admiração e respondeu "pensei que estavam a sério. até é giro" Com isto, disse à minha mãe, "vamos embora que não aguento tantas emoções fortes num dia só".

Filmes que marcam

Finalmente vi O Amor Acontece. Defintivamente um dos melhores filmes que vi até hoje. Pelo menos, um dos que mais emoções conseguiu despertar em mim. De recordar... o filme todo! Creio ser, na generalidade, um filme realista sobre as emoções humanas. Nem sempre se esperam fins felizes, e pela primeira vez vi um filme que retrata os vários tipos de amor que existem. Só por isso, e por não retratar apenas amores impossíveis, merece uma das Estatuetas do Quebra Costas. Recomenda-se e mais vale tarde do que nunca.

Tias de Cascais?

Ontem cruzei-me com três tias do mais puro que pode existir. De cabelo pomposo, óculos daqueles modelos que se deixou de utilizar ants de eu ter nascido, dedo mindinho impinado e um certo ar de "ai Jesus, não me toques!".
A dúvida com que fiquei foi: como é possível que alguém fica assim tão "tá a ver tá a ver"? Sim devemos ser delicados, educados, discretos, mas o que estas três estarolas tinham eram tudo menos discrição.
A forma como falavam ao telefone "luisinha, querida, você está bem? Há tanto tempo que não a vejo, querida. Olhe, Luisinha, a sua mamã está?" Porque não falar como pessoas normais? "Há tempo que não a vejo Luisa. Está tudo bem? A sua mãe está? Preciso de falar com ela."

Febre patriótica

Quando foi o Euro 2004, Portugal encheu-se de sentimentos patrióticos que se tornaram visiveis em todo o país. Agora no Mundial, está a acontecer o mesmo embora de dimensões mais reduzidas.
Júlio César, imperador romano, recomendava para controlar o povo "Pão e Circo". Pão pode não haver muito, mas Circo há de certeza. O mundial transformou-se num Circo. Esta coisa de afixarem bandeiras nas janelas, nos carros e até nas motas é um desvio de atenção do que realmente é o patriotismo. Portugal resume somente a futebol? Ontem saiu na Netur um artigo de um português que cuja descoberta pode ser descrita como uma possíve fonte de juventude. Contudo, a noticia de abertura foi o jogo de Portugal.
Claro que os portugueses devem unir-se, exaltar a pátria e tudo mais, o problema é que a atenção está desviada para assuntos menos importantes. De tantas areas em que é requerida a atenção dos portugueses, eles canalizam-na unicamente para o futebol. Como diria o falecido Fernando Peça: "e esta hein?"

Destreza impressionante

Pelo segundo dia seguido, cruzei-me no autocarro com uma Loira, com uma destreza considerável. Enquanto viaja no autocarro, esta loira maquilha-se de forma impressionante. O meu percurso demora cerca de 15 minutos, pois durante 15 minutos no minimo ela carrega as pestanas de rimel. O resultado final são pestanas engessadas, pretas e que certamente poderiam ser consideradas uma arma letal tendo em conta a consistencia que adquirem.

ADN

Por vezes não nos apercebemos do nosso grau de cansaço. Esquecemo-nos que nos Afastamos da Data de Nascimento e que esse pequeno facto faz com que tenhamos mais necessidade de descansar.
Hoje foi um desses dias. Apesar de andar com uma vitalidade incrivel, fiquei estupefacta de como os meus actos justificam os comprimidos que ontem comprei. Não me lembro inclusive (sintoma do ADN) de ter uma peripécia deste gabarito para colocar no Escadinhas.
Cheguei a casa cedo. Queria estar algum tempo em casa. Afinal de contas, nestas últimas semanas mal tenho estado em casa. E ainda aproveitava para dar uma limpeza aldrabada à casa e trabalhar um pouco na tão malfadada tese de mestrado. Abri a carteira e procuro as chaves. Chaves? que Chaves? Onde estão as chaves? Revisto a carteira e aí entro em colapso: ao deixar o carro na oficina deixei as chaves lá. Maldição! Depois de ter andado uma hora em casa a pensar que não podia deixar as chaves de casa junto da chave do carro deixei! Raios!!!!
Lá fui pedir ao velhote da tasca que me emprestasse um martelo para partir um vidro. A vizinhança toda veio admirar o meu feito: arrombar a minha própria casa! Lá parti o vidro, abri a janela, entrei pela janela (é tão aborrecido entrar sempre pela porta) e peguei na chave suplente para abrir a porta.
Eu sei o que estão a pensar. Já fiz coisas bem piores. Mas a parte que falta contar é que faz com que mereça um Prémio Nobel!
Ao abrir a porta, e pegar na carteira casaco e sacos das compras de supermercado, apalpei o bolso d casaco.... e as chaves estavam lá!!!!!

Pérolas da Função Pública

Não, não vou escrever sobre i facto de estar à 30 minutos à espera que algguém na linha de apoio das finanças se digne atender. Vou falar-vos da minha aventura para alterar a morada da minha cartade condução.

Ontem fui à Loja do Cidadão dos Restauradores levantaro BI e aproveitar para alterar a morada da carta de condução. Para meu espanto a DGV tem os impressos necessários para o efeito esgotado, pelo que temos que comprar os referidos na Imprensa Nacional da Casa da Moeda. Perguntei onde ficava a INCM e para meu espanto começam a dar-me indicações de ruas em Lisboa. "Aqui na Loja onde é a INCM?" Reformulei eu. Respondem-me que ali não havia INCM. Portanto: nada de impressos nem local para os comprar.
Parva, fui-me embora até porque aquela hora a INCM já estava fechada.
Hoje fui ao site da DGV imprimir os impressos e resolver a questão. Meus amigos, dos dois impressos necessários apenas um está disponível online. Segundo informação telefónica, o outro.... terei de comprar na DGV!

Inovação

Ainda dizem que os portugueses não inovam! Nos dias que correm, todo o português recorre a alternativas para resolver os seus problemas.

Ontem ia eu no autocarro, quando reparei na senhora que seguia à minha frente. Uma verdadeira multitask - roía as unhas enquanto berrava as últimas notícias à vizinha que ia no outro lado do autocarro. O seu ar de desespero não enganava ninguém. Uma farpa de courato que comera ao almoço continuava no meio dos seus poucos e amarelados dentes. Não havia palitos,mas esta mulher do proletariado não foi de meias medidas. "As dores ensinam a parir"! Cortou uma unha com os dentes, e com esse pedacinho palitou os parcos dentes.No final, quando se tinha desembaraçado da incómoda farpa, um gesto inato, lançou o pedaço de unha para longe, a uma distância digna de Guiness.

Para terminar, porque se metemos mãos há obra há que fazer bem feito, partir para a dificil tarefa de limar as unhas com os dentes.

Apenas lhe faltou o substituto ao banho porque o perfume pacholi que emanava daquela mulher robusta e roliça intoxicava qualquer um.

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