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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

14 de Março, 2006

A RTP nunca mais volta a ser a mesma

Vera Gomes
Hoje foi dia de deslumbrar a RTP com o meu talento natural que emana por todos os poros da minha pele. Quer dizer.... depois da caracterização, duvido que tenha sido por todos os poros. Lá cheguei eu, não sem antes andar um pouco perdida. Algo do género: "acho que devia ter virado ali" 100 mts "pois... tinha mesmo de virar ali atrás".
Depois de pensar que tinha chegado aos armazéns das obras, confirmaram-me telefonicamente que sim, era mesmo ali. Aguardei uns minutos nos sofás verdes, azuis e vermelhos, clara homenagem às cores da pátria. Encaminharam-me para a sala de caracterização. Lá esperava-me um rapaz, muito simpático e delicado que pôs mãos à obra. Desenrolou uma tira de pano com bolsinhas onde jaziam os seus instrumentos de trabalho e partiu na sua missão de me besuntar. Durante momentos pensei em contratá-lo para que estivesse cá em casa todos os dias de manhã para me ocultar as habituais olheiras. Creio que quem o estivesse observar pensava que ele era um pintor a trabalhar na sua obra prima. Entre conversas e risadas lá me foi "caracterizando".
Quando acabou a sua tarefa, aguardava-me uma moça, também ela simpática e risonha. Chegou a vez do cabelo. Escovadela aqui, escovadela ali e estava pronta para as gravações. Cá entre nós, estava magnifica! (Só no final me apercebi que parecia uma Tia de Cascais).
Lá nos encaminharam para o estúdio. Luzes, câmara, microfones, som som e Acção! A gravação correu bem, exceptuando a parte em que descobri que as duas palavras que hoje não consigo dizer (pelo menos naquelas horas) são: vulnerabilidade e calendarização. Mas safei-me bem. Gravação correu bem. Tudo impec!
No final, simpáticos como sempre, ofereçam uma cópia da gravação do programa. E aí fiquei incrédula. A cópia é em VHS!!!!! VHS!!! Nem queria acreditar! Nos tempos em que estamos, uma cópia VHS. Mas onde é que vou ver a gravação?! Ainda se vendem leitores de VHS? Alguém ainda tem leitores de VHS?!
Lá vim para casa, com a tinta robialac no cara, o cabelo tipo diva. A pele nem conseguia respirar. Conclusão: gastei 4, sim, 4 (quatro) toalhitas desmaquilhantes para tirar aquela bosta da cara. E foi quando comecei esta árdua tarefa que me apercebi que parecia uma Tia de Cascais. A tinta robialac funcionou debaixo das luzes e perante as câmaras, mas ao vivo... nhec!!!!! Apercebi-me então, porque é que na televisão todas parecem bonitas. Nem quero imaginar como será a Manuela Moura Guedes fora dos ecrãs... É demasiado doloroso!!!
14 de Março, 2006

Dia D

Vera Gomes
A boa noticia é que o nariz não está tão vermelho. Com a dose certa de pó de arroz, pode ser que as pessoas se concentrem no que vou dizer e não na vermelhidão do nariz.
Hoje é dia de gravações na RTP. Torçam por mim! Seria muita bronca não conseguir responder ao jornalista!