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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

06 de Fevereiro, 2006

Dasss... que hoje é segunda!!!!

Vera Gomes
Não há Sábado sem sol, Domingo sem missa e (claro) Segunda sem preguiça! Já dizem os Antigos e com toda a razão. Segunda-feira solarenga é um pecado capital estar fechada no escritório com problemas para resolver e que, sinceramente,.... NÃO QUERO SABER! O que eu quero é sol, é passear, é estar na esplanada ao solinho a espreguiçar-me como um gato molengão, a contemplar, recordar, dormir mentalmente. Que se lixe o SRH, que se lixem os Magistrados (ainda vou ser processada por estar a escrever isto), o que eu quero é o "meu lugar ao sol"!
"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos" e eu sou demasiado nova para morrer! Tenho demasiada vida para me deixar morrer aos poucos, para não falar a quem não conheço ou para fazer da televisão o meu Guru! Quero viajar, quero ler, quero ouvir música, quero arriscar, quero espreguiçar-me ao sol e continuar a rir de mim própria!
05 de Fevereiro, 2006

Há palavras...

Vera Gomes
"Há palavras que nos beijam como se tivessem bocas. Palavras de amor, de esperança, de imenso amor, de esperança louca".
Há dias em que as palavras nos dizem muito mais. Que nos tocam, que nos fazem pensar. Será do fim de semana? Será da melancolia?
Hoje é Domingo e este fim de semana é altura de carregar pilhas. De acumular energia para mais uma semana louca. (A minha casa agradece que lhe ponha as mãos em cima). O que realmente me apetece é ir até à praia, sentar-me a ver o mar, a ouvir "Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto" e simplesmente ... contemplar. Está um dia lindo, demasiado simpático para deixá-lo sozinho. Porque não visitar o jardim do Museu do Traje? (Lugar magnifico é como um recuar ao passado!) Pôr conversas em dia, leituras também!
Lisboa tem estes encantos: o sol brilha quase todos os dias, envia-nos convites constantes, estímulos e prazeres. Começo a perceber os motivos pelos quais a Arte é tão vidrada em Lisboa e no seu ar de "menina e moça".
03 de Fevereiro, 2006

O Mal só nos Afecta na Medida em que o Deixarmos

Vera Gomes
Os homens (diz uma antiga máxima grega) são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. Haveria um grande ponto ganho para o alívio da nossa miserável condição humana se pudéssemos estabelecer essa asserção como totalmente verdadeira. Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem. Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma.

Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele qual for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto, pois tudo vem a ser a mesma coisa. Se a natureza própria dessas coisas que tememos tivesse o crédito de instalar-se em nós por poder seu, ele se instalaria exactamente da mesma forma em todos; pois os homens são todos de uma só espécie e, excepto por algo a mais ou a menos, acham-se munidos de iguais orgãos e instrumentos para pensar e julgar. Mas a diversidade das ideias que temos sobre essas coisas mostra claramente que elas só entram em nós por mútuo acordo: alguém por acaso coloca-as dentro de si com a sua verdadeira natureza, mas mil outros dão-lhes dentro de si uma natureza nova e contrária.

Michel de Montaigne, in 'Ensaios'
03 de Fevereiro, 2006

Estou a ficar famosa

Vera Gomes
Para meu grande espanto, alguém se deu ao trabalho de ler os meus posts e colocar o meu blog nos destaques do sapo. Desde já o meu obrigado, não só pela paciência que demonstrou para ler todos os meus devaneios, mas também pelo índicio que realmente estou a ficar famosa. A única questão que se coloca será quando a minha fama se irá repercutir na minha conta bancária.
01 de Fevereiro, 2006

Amor: guia do observador

Vera Gomes
• “Amor à primeira vista: o desejo açambarcado de ver o interior do espaço fechado mais próximo (casa de banho do pub, quintal do amigo, o beco ali adiante);
• Amor verdadeiro: pode ser apresentado à família sem um reeio desmedido de ser envergonhada (pela família);
• Amor eterno: um casal poliamoroso que não faz sexo um com o outro há muitos anos;
• Amor compatível: uma aliança entre dois reinos;
• O amor da sua vida: o rapaz indolente do seu último ano na universidade, que passava oito horas por dia na Internet e comia a Nutella toda. Não se percebe bem porquê, as recordações dele têm melhorado com o tempo.
• Apaixonada: uma situação momentânea em se está quase tão interessada noutra pessoa como em si própria.
• A Amar: capaz de inenarráveis quantidades de sufocação.
• Amor materno: capaz de inenarráveis quantidades de sufocação.
• Amor fraternal: proibido pelas leis morais da maioria das religiões do mundo.
• Amante: aquele que aparece quando o seu companheiro está fora em negócios.
• Adorável: fofo. No sentido pejorativo (o mesmo que “pernas torneadas” querer dizer “gordinhas”)
• Giro: apenas tolerável (“Foi uma festa gira! Espero que me leves outra vez a Kettering!”)”
• Poção de amor: Existe?

(in As aventuras íntimas de uma prostituta de luxo)
01 de Fevereiro, 2006

Publicidade

Vera Gomes
Hoje, enquanto esperava pelo autocarro, reparei num cartaz de publicidade Dim, cujo slogan era "Com ou sem smoking". Tendo em conta o tronco bem torneado, moreno do senhor que quase era despido por uma bela catraia, fiquei sem perceber muito bem a que se tratava a publicidade. Isto porque, se havia algo que sobressaia era o volume nos seus boxers brancos. Fiquei sem perceber a que se tratava a publicidade: se aos boxers brancos se ao seu conteúdo.... Até porque nós pressupomos que o "material" estarsempre lá... será alguma estratégia psicológica de marketing?

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