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Escadinhas do Quebra Costas

(con)Viver com Doenças Inflamatórias do Inflamatórias do Intestino. Aventuras, desventuras e muita galhofa! Que a rir custa menos e por isso "Sou feliz só por preguiça."

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25 de Maio, 2011

Carta aos "caramelos" que abancaram no Rossio

Vera Gomes

Hoje passei no Rossio no caminho para o trabalho e reparei no acampamento cigano que lá está. Depois lembrei-me: não é acampamento cigano! São aqueles que resolveram fazer o mesmo no Rossio que os nossos Hermanos nas Puertas del Sol em Madrid.

Como o autocarro parou mesmo ali ao lado, ainda fui vendo os cartazes colados no monumento nacional, as tendas com cozinhas improvisadas e na faixa etária dos que por ali resolveram acampar.

 

Gostaria apenas de alertar para alguns pontos:

 

- Em Espanha eles têm Governo. Cá temos um Governo de Gestão. O Governo já caiu em Março e as eleições em Junho. Querem protestar: vão às urnas!

 

- O FMI veio para ficar e não adianta de nada dizerem que não pagam. Se Portugal não paga ainda é pior a emenda do que o soneto. Se os papás não tivessem tão preocupados em dar-vos um curso superior, um carro aos 18 anos, entre outras mordomias (ou seja a gastar mais do que ganham) provavelmente não estariamos tão mal como estamos.

 

- O Rossio é uma praça emblemática de Lisboa que atrai centenas se não milhares de turistas. Agradece-se que não os afugentem uma vez que eles vêm cá e deixam dinheiro dinamizando a economia.

 

- Em vez de estarem aí acampados sem fazer nenhum, já experimentaram procurar emprego? Não, não estou a referir-me a cargos de direcção, mas sim emprego. Trabalho. Conhecem o conceito? Ao que parece existe por aí muitas lojas, hipermercados, cafés, restaurantes à precisar de empregados. Sempre é melhor do que não ganharem nenhum e pelo menos não sujam o Rossio.

 

- O conceito de Estado Social não é o mesmo que o Estado ser obrigado a dar emprego a todas as pessoas que terminem um curso superior. Nem tão pouco manter burros a pão de ló. E para que se conste, sempre defendi que quem recebe subsidios, rendas ou apoios do Estado, considerando que o mesmo provem dos impostos dos poucos que trabalham, agradece-se que façam algo pela sociedade, nomeadamente, voluntariado. É o mínimo.

 

- Por falar em voluntariado, que tal em vez de estarem aí sem fazer nenhum e a ocupar o espaço que ainda nos vai rendendo alguma coisa, pintarem os prédios da Baixa, fazerem voluntariado nos Hospistais, limparem matas (até porque se avizinha a época de incêndios), ajudarem e visitarem os idosos da capital?

 

São só umas ideias... Portanto, deixem-se de desculpas e façam-se à vida!

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