Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Como poupar uma pipa de massa em livros?

Sempre tive um vício que com os anos não melhorou: livros! Mas é um vício que por vezes consegue ser caro e pesa na certeira. Comecei por isso ao longo dos tempos a estabelecer estratégias para a consciência não se sentir tão pesada nem a carteira tao ofendida. 

  

1) Primeiro fui à biblioteca do meu empregador e escolhi 4 livritos para ler até Janeiro: Um sobre pensamento critico (que está em vias de extinção nos dias que correm); outros sobre Inovação e Inovadores (sempre gostei de ler biografias e este é um tipo diferente de biografia ;) ). 

 

 

IMG_20171123_125315.jpg

 

 

2) Depois fui ao meu site favorito para compras livreiras: o Book Depository. Não pagas portas, os livros vêem ter a casa com a vantagem de terem descontos brutais e por isso conseguir livros com preço mais simpático do que na livraria. Desgracei-me é o termmo certo para usar, porque comprei seguramente uns 9 livros.... Digamos que tenho literatura para os próximos meses! Verdade seja dita que não leio tanto como dantes, mas é um hábito que quero recuperar. Estes já chegaram a casa (os da esquerda chegaram hoje na hora de almoço):

Chegadinhos hoje!IMG_20171123_125357.jpg

 

 3) Normalmente uso o site Ebates para ter retorno nas coisinhas que vou comprando. Funciona de uma forma muito simples: o Ebates é um site de parceria com lojas. Podem instalar um plig-in no vosso browers ou pesquisar a loja no site Ebates. Eu tenho o plug in porque é mais fácil. cada vez que entro num site parceiro do ebates, automaticamente recebo uma notificaçao dizendo quando é o desconto. Faço as compras e com o Ebates recebo uma parte do valor de volta (pode ir de 2 a 10% dependendo da loja). Já usei para tudo, incluindo viagens e hoteis. Mango, Zara, Sephora, Amazon e claro Book Depository também fazem parte do universo Ebates! Portanto, cada vez que me desgraço em livros, além do desconto da Book DepositoryEbates ainda me dá uns trocos de volta!

 

É certo que com o Outono convida a chá, manta e livros. Eu me confesso: desgracei-me! Mas entre biblioteca, Book Depository e Ebates consegui que a minha conta bancária não se contorcesse em agonia. Agora, que a minha consciência está bem mais tranquila depois de ter comprado uma catrafada de livros, só falta mesmo encontrar uns 30m/dia para me sentar tranquilamentena minha cadeira de baloiço com uma chávena de chá e ler umas páginas dos meus livrinhos!

Da perspectiva e dos Homens

Window_in_a_white_wall._Suzdal,_Russia.jpg

 

Este é o milagre da perspectiva: a lonjura faz as coisas pequenas, faz um milagre. Diz-se que o recipiente é maior, é sempre maior do que o conteúdo, e que o contrário não se pode verificar. (...) Mas daqui devem concluir-se mais coisas, a saber:

Coisa número um: num homem pequeno, minúsculo, pode assim caber algo maior do que ele. Dentro do homem cabem mares e paisagens, o infinito, o próprio Deus do Universo, o meu gato que já morreu e de que sinto uma tremenda falta.

Coisa número dois: o Homem é uma janela pequenina. E com isto diz-se tudo o que há para dizer sobre o Homem. Diz-se que é minúsculo e diz-se que é infinito.

 

in, Mil Anos de Esquecimento de Afonso Cruz

Surpresas às segundas de manhã

Hoje utilizei uma outra estação de metro do que a habitual para o trabalho. E eis que para minha surpresa, junto à entrada do metro que fica num pequeno jardim, encontrei isto: 

 

IMG_20170821_083712.jpg

 

Uma caixa com livros para quem quiser levar e/ou deixar. Confesso que sorri ao pensar que num país em que chove o ano todo, que a malta nem no verão sai de casa sem casaco, arranjou uma forma de ter livros à disposição de quem passa!

Da ambição

- Sofro desta ansia de não ter, mano. (...)
- Isso é budismo?
- Não. Puro preguicismo.
- Preguiça? Parece-me uma ambição enorme, sobretudo num país onde as pessoas querem ter cada vez mais. (...)
- Talvez tenha razão. Sou preguiçoso, mas sou um preguiçoso com grandes ambições. Se é para não ter, então não quero muito. Se é para não fazer, quero não fazer muitissimo"

in A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, de José Eduardo Agualusa

Dos Impérios

OP9MCtdDGs0.jpg

Nenhum império sobrevive à emoção. Criam-se fronteiras, mas são artifícios, linhas inventadas que podem impedir a livre circulação de bens e pessoas, mas não impedem que as emoções as rompam. (...) Para compreender o império, devemos olhar para um homem qualquer que passe na rua. E veremos que, por mais racional, por mais fronteiras que ele coloque para agir correctamente, mais tarde ou mais cedo sucumbirá à emoção. Se um homem tiver fome, o seu estômago tomará o poder. Nenhuma cabeça, nenhuma ordem será capaz de contrariar a barriga vazia. O império vai ruir. 

 

in O Pintor Debaixo do Lava Loiça, de Afonso Cruz

Das frases

photo-1432821596592-e2c18b78144f.jpeg

 

Todas as frases são abismos e as mais desinteressantes são as que escondem as suas profundidades de um modo mais tenaz. A mente deve ser um pé de cabra para as frases sem interesse (...).

 

in O Pintor Devaixo do Lava-Loiças, de Afonso Cruz

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Onde compro livros

Blogs de Portugal

Bloglovin