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"Há dias que marcam a alma e a vida da gente"

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As coisas vulgares que há na vida

Não deixam saudades

Só as lembranças que doem

Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história

da história da gente

e outras de quem nem o nome lembramos ouvir

São emoções que dão vida à saudade que trago

Aquelas que tive contigo e acabei por perder

Há dias que marcam a alma

e a vida da gente

e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto

Gelado e cansado

As ruas que a cidade tinha

Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida

gritava à cidade

que o fogo do amor

sob chuva há instantes morrera

A chuva ouviu

e calou meu segredo à cidade

E eis que ela bate no vidro

Trazendo a saudade

Até quando?

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Dói-me o coraçao, a alma e todo o meu corpo estremece ao ver estas fotos. O desespero, o cansaço, a tristeza de quem tenta ajudar e de quem perdeu tudo. Depois de Pedrogão, volta a acontecer o mesmo. Ninguém sai à rua, ninguém exige medidas a não por detrás de um ecrã. Eu inclusive, que a distância nao ajuda a ser mais proactiva. E faz-me sentir impotente. Impotente como todas as populações  e Bombeiros se sentem ao ver tamanha frente de fogo.

 

Ontem li algures "dantes contavamos os fogos por hectares, agora é por mortos". :(

 

 

Até quando verei o meu país a arder ano após ano?

 

É por isto e por outras que precisamos de dias como o de HOJE

E neste dia já li uma noticia em que as autoridades belgas estão a ponderar introduzir uma aplicação para que mulheres e testemunhas possam reportar queixas de assédio ou violência nas ruas de Bruxelas. Não é qualquer tipo de violência: é mesmo porque no centro de Bruxelas uma mulher sozinha fica com o ego em alta: muitos convites para copos, muitos beijinhos atirados na sua direcção, muitas tentativas de encetar numa relaçao unilateral paa fim sério.... (E sim, para quem não perceba, esta última frase foi puta ironia e sarcasmo.)

 

Portanto, enquanto medidas como estas forem necessárias, é igualmente necessário existirem dias como este, para lembrar que as raparigas podem aspirar a serem quem quiserem ser; a fazer o que desejarem e sobretudo: a crescerem num ambiente seguro e que as respeita enquanto Ser Humano. 

Não é só hoje! É T-O-D-O-S os dias!

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A todos os que têm medo de borrar as cuecas, medo de não conseguir aguentar o trabalho, medo de não conseguir estar lá para os que nos são próximos, medo de comer isto ou aquilo. A todos os que têm medo que a medicação não funcione. Ou  dos efeitos secundários. Ou que nao a tolerem. Medo de que as dores sejam insuportáveis e não consiga ir ao jantar com os amigos. Medo da fadiga ser tão forte que não consiga sair da cama.

A nós, que diariamente enfrentamos os nossos medos e o Mundo.

Nós, somos Super Pessoas!  

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