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A minha primeira vez

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Corria o ano de 2008 e num dia primaveril a anunciar Verão, estava eu vestida com umas calças de ganga clara, tinha acabado de deixar a Helena em casa na Estrada de Benfica. Assim que entrei no Eixo-Norte Sul senti aquele aperto que anuncia descarga iminente. Como qualquer comum dos mortais, contraí o esfincter, mas de imediato percebi que não se tratava de um aperto qualquer. Aquele singelo aperto anunciava algo dantesco. Era como um "bate leve levemente" mas com um vozeirão tipo Gisela João: pequeno mas poderoso. 

 

Não fui de meias medidas: contraí o nalguedo e meti o pé no acelerador. Nos escassos quilometros que iam do eixo Norte Sul a Alcantâra a minha mente focava-se em dois aspectos muitos importantes, a saber:

 

 

"Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante."

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As pessoas preocupam-se. Umas mais genuínamente do que outras, umas por pura cusquice e querer saber se há alguém mais miseravel do que elas, certo é: as pessoas preocupam-se. 

 

As pessoas são também preguiçosas. E por isso escolhem o caminho mais fácil. Se mudar dá muito trabalho, vamos ficar aqui quietinhos. Se alguém pede ajuda, vamos fazer de conta que não é nada connosco. Xiiii que trabalheira ter que mexer para fazer algo que até nem percebo qual é a mais valia para mim. 

 

As pessoas acomodam-se. Como nada muda as pessoas deixam-se adaptam-se. Mesmo sem se aperceberem as peças do dia a dia vão todas encaixando-se uma nas outras, tudo vai fazendo sentido mesmo que não faça sentido nenhum para quem olha de fora. 

 

As pessoas acordam. Acordam um dia para o facto que aquela rotina instalada nao faz sentido. Que aquela anormal normalidade precisa de umas mudanças. E começam a cogitar; começam a sonhar, começam a ponderar "E se..." 

 

As pessoas agem! As pessoas ficam-se em diferentes fases, algumas na perpetuidade do tempo, acabam por nunca passar da preocupaçao à acção. Outras vão-se espreguiçando enquanto vêem a vida a passar ou acomodam-se no conforto da rotina numa espécie de Bela Adormecida à espera do Príncipe que nunca chega. As há pessoas que agem! Há pessoas que acordam, saem dos sonhos e fazem-nos realidade!

 

Eu quero que o meu sonho se torne realidade. Chega do amorfismo dos dias a passar na esperança que alguém faça algo. É altura de acordar, é altura de agir! Vais ficar no marasmo ou vais aqui e assinas a petição? Vais ficar no limbo ou vais partilhar a petição com os teus contactos?

 

 

 

Nano, o assassino implacável!

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Nano, a besta canina lá em casa, é um cão que tem energia para dar e vender. Estão a ver a produção energética do Alqueva? É para meninos ao lado dos kilowatts que este cão debita. Uma das estratégias para o entreter e fazer gastar toda a energia é dar-lhe brinquedos que ele possa roer à vontade e estar sossegadito. Uma espécie do que os pais fazem nos dias que correm com os putos e os tablets, se é que me estão a entender. 

 

Desde que mudou de dentição que os dentes estão assim mais para o robustos, sólidos e pugentes. O que nem sempre é bom para os brinquedos que normalmente acabam esfrangalhados e a sairem em modo "salpicar" nas fezes do animal durante uns dias. O grande desafio é acabarem esfrangalhados em literalmente menos de 5 minutos.... senão vejam!

 

 

Como sobreviver a uma ressonância magnética?

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Quantos de nós não ouve as palavras "ressonância magnética" e começa a ter calafrios com a idia de estar enfiado numa máquina sem se mexer e com barulhos ensurcedores? 

Pois bem, depois de mais uma cheguei à conclusão que é possível passar meia hora agradavél dentro da máquina. E tenho 3 possíveis opções para partilhar convosco:

 

1) Tecno Party 

Com todos aqueles diferentes ruídos é como se estivessemos numa after party tecno. Manhoso, mas é tecno!É fechar os olhitos e mentalmente bater o pézinho, pegar no botão de emergência e rodá-lo no ar como se fosse um bastão luminoso e mexer o dedo mindinho como se estivesses a dançar sem que ninguém estivesse a ver. 

 

2) Beatbox

A sério! Juro que se tivesse talento para beatbox ou rap nao deixaria escapar a oportunidade de ter um acompanhamento tão eclético. E claro, como os ons e os ritmos vão variando, acho que seria uma excelente oportunidade para desenvolver capacidade de improviso. 

 

3) Dormir

Confesso, eu durmo em qualquer lado. Com aqueles auscultadores enfiados nos ouvidos, a respiração a acalmar, fechar os olhinhos e imaginar a tranquilidade do lar, se demorassem mais 30 segundos a tirarem-me lá de dentro, e já eu teria batido uma bela soneca. 

 

 

Para quem já passou pela experiência, quais as vossas técnicas para sobreviverem a uma ressonância magnética?

 

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