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Da perspectiva e dos Homens

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Este é o milagre da perspectiva: a lonjura faz as coisas pequenas, faz um milagre. Diz-se que o recipiente é maior, é sempre maior do que o conteúdo, e que o contrário não se pode verificar. (...) Mas daqui devem concluir-se mais coisas, a saber:

Coisa número um: num homem pequeno, minúsculo, pode assim caber algo maior do que ele. Dentro do homem cabem mares e paisagens, o infinito, o próprio Deus do Universo, o meu gato que já morreu e de que sinto uma tremenda falta.

Coisa número dois: o Homem é uma janela pequenina. E com isto diz-se tudo o que há para dizer sobre o Homem. Diz-se que é minúsculo e diz-se que é infinito.

 

in, Mil Anos de Esquecimento de Afonso Cruz

Bruxelas sem carros: uma utopia?

Ontem foi o dia sem carros aqui em Bruxelas! Apesar de viver por estas paragens há pouco mais de 4 anos, este foi o segundo ano que estava por cá para usufruir. Por isso, pegamos nas bicicletas e fomos passear pelas ruas de Bruxelas que normalmente estão entupidas de engarrafamentos. Foi uma hora e picos de dar às perninhas e (re)descobrir Bruxelas doutra forma. 

 

Bruxelas tem uma qualidade do ar péssima, em grande parte por causa da quantidade de tráfico que diariamente circula pela cidade. Há uns anitos, houve uma proibição de entrada de carros na cidade por causa dos níveis de poluição do ar. O irónico é que Bruxelas em particular e Bélgica em geral, têm uma excelente rede de transportes públicos.E os preços, comparados por exemplo com Lisboa, até são baratos. A rede de ciclovias claramente poderia melhorar, mas isso não impede que milhares de pessoas prefiram as bicicletas, quer faça sol que faça chuva. Nem as centenas de parques na cidade ajudam a que a qualidade do ar melhore. 

 

Claro que depois ouvem-se com mais frequência queixas sobre aumento de alergias dos que para aqui vêm viver, tosses e tossinhas o ano todo, comichões na garganta, etc. Mas pensando bem: será que é mesmo possível reduzir o número de carros que entram numa grande cidade? Quantas gerações irá demorar até que se prefira transportes públicos a carro próprio? Ou a carros ecologicamente mais amigáveis? Ou adquirir hábitos que poupem o ambiente e o Planeta?

 

 

Fiz um curso de fotografia e ainda estou a assimilar

 

Fotografia sempre foi algo que gostei imenso apesar do meu talento para todo e qualquer tipo de artes ser absolutamente nulo. Posto isto, e como há uns anos a minha paixão e hobby se tornou o meu trabalho, achei por bem tentar encontrar algo para me entreter nas horas livres sem estupidificar. Como no ano passado recebi uma máquina fotográfica pelo menu aniversário, fotografia assumui-se como principal candidato para esse designio. 

 

Um ano passou, com muitos altos e baixos, muitas mudanças, muitas primeiras vezes até que consegui arranjar dois dias para fazer uns workshops em modo intensivo nos básicos da fotografia. Meus amigos... ponham intensivo e básico na coisa! 

 

Primeiro dia foi para aprender os básicos da máquina fotográfica: controlo dos brancos, ISO, histograma, exposição e pouco mais. Cheguei a casa a sentir-me uma campeã!

 

Segundo dia, uma aula de 5h em modo eu e a professora e a porca começou a torcer o rabo. Muita informação sobre abertura e lentes e shutter e velocidade e controlo de luz. Enfim... o cérebro deu nós sem fim! Ouvi coisas que nunca sequer me tinham passado pela cabeça. Percebi que tenh que melhorar o olhito, porque houve fotos que eu própria tirei nos exercícios que só eu não conseguia ver diferenças... O que me fez lembrar o que a M. (que fez uns dois cursos de fotografia enquanto esteve em Bruxelas) me disse uma vez: fotografar é aprender a olhar e reparar em coisas que jamais prestaste atenção.

 

Resumindo: resta-me agora praticar praticar praticar. Assimilar tudo o que aprendi. Nunca mais vou tirar uma foto tão levianamente como dantes, isso é certo! E quiçá para 2018, depois de ter assimilado todos os básicos, fazer outro worhshop em retrato...

 

Malta da fotografia que anda por aí: as vossas primeiras lições de fotografia também foram assim intensas? Também ficaram com esta sensação de demasiada informação?

 

P.S: estas foram algumas fotos que tirei nos exercícios nas aulas. E sim, ainda sem qualquer tratamento.

Ñão há dois sem três: o diário do Cocó, as dietas e uma leitura!

Os pacientes de DII são bombardeados diariamente com sugestões de dietas que prometem ajudar e fazê-los sentir melhor: é a SCD, é a paelo, é a vegan, enfim... uma panóplia! Sobretudo as pessoas que são recentemente diagnosticadas têm muitas dúvidas sobre o que comer ou não comer, e procuram na internet respostas às perguntas que têm que a maioria das vezes os médicos não respondem. 

 

A verdade é que a dieta no caso dos pacientes com Chron ou Colite Ulcerosa não é fácil de prescrever. As intolerâncias de cada um são diferentes. Cada um reage de forma diferente à comida. Quando corre mal, os sintomas agravam-se. Muitos advogam que com esta ou aquele tipo de dieta, tirando isto ou aquilo, comendo aquilo ou aquele outro que ficarão impecáveis. Mas confesso não acredito nem por um instante. Acredito que a comida tem influência no número de diarreiras diárias ou cólicas que temos. Senão, apelemos ao bom senso: uma pessoa normal sem qualquer

 

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